quinta-feira, 21 de maio de 2009

Apaixonada por ele [Nanda]

Hoje acordei fazendo uma retrospectiva da minha vida profissional e pensando no futuro dela. Desde o 2ª grau eu era apaixonada por jornalismo. Acho uma profissão fascinante. Você conhece pessoas de todas as classes, culturas, gostos, enfim, uma verdadeira miscelânia. E dificilmente cai na rotina. Coisa que me dá nos nervos.
Percebo a cada dia o quanto foi importante a escolha desta profissão, porque apesar de todas as dificuldades encontradas no meio do caminho, lá na frente o resultado é sempre positivo. Fico tão feliz quando chego em um lugar e sou recebida com um sorriso "nossa você é jornalista. Você que escreveu esse texto? Muito bom." Não tem dinheiro que pague a satisfação de ser bem reconhecida pelo seu trabalho.

É uma profissão que envolve muito glamour então as pessoas as vezes acabam te confundindo com um artista. Se você está gravando uma matéria televisiva a pessoa já te olha com um ar de " nossa ela é famosa". As vezes isso atrapalha, mas não vou mentir que tem vezes que dá uma felicidade ver as pessoas te olhando como se você fosse especial. É tão bom isso.

Pela minha timidez vou preferir ficar atrás das câmeras. Sou loucamente apaixonada por radiojornalismo e planejo para o meu futuro estar em um programa nessa área. É tão bom fazer o que se gosta. Parece que renova a cada dia. Não vou prosseguir. Só queria dividir com vocês a satisfação de ter escolhido a área certa. Coisa do tipo "o encaixe perfeito".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tensão Pré TCC [Nanda]

TCC. Trabalho de Conclusão de Curso. O que essas três palavrinhas significam? Ahh meu bem um verdadeiro desafio. Me vejo no final do 6º semestre da faculdade (são 8 no total) e já tenho que decidir o trabalho que findará as minhas atividades acadêmicas.

Pois é com dois semestres antes já tenho que saber qual meio de comunicação vou utilizar e qual o problema quero responder. Tá bom pra você? Bom, bom, não tá, mas tá bom. Uma série de opções e você tem que escolher uma só. É como loteria.

Programa de rádio, ensaio fotográfico, programa de tele, documentário, livro reportagem, a velha monografia, enfim essas são algumas das opções de um estudante de jornalismo para mostrar ao colegiado que aprendeu tudo direitinho!!E quem sabe se você foi um aluno bacaninha esse trabalho não te serve como porta de entrada para o mercado de trabalho?!! Vai com fé que você consegue!!

Bom, depois de tanto pensar, debater e dar asas a imaginação eu, junto com minha dupla( sim, graças a Deus o trabalho pode ser feito em dupla - pelo menos tenho com quem dividir as maracujinas e chás de camomila que serão peças fundamentais durante o processo de construção do trabalho) conseguimos definir nosso problema de pesquisa...aêêêêê!!!! Congratulations garotas!!

Bom decidimos por fazer um documentário e ele envolve a questão da identidade de um bairro de Salvador...qual o bairro? Como assim identidade? Não sabia que bairro tinha RG. Ah ra!!Não contoo...afinal de contas como se não bastasse ter que escolher entre tantas opções o trabalho tem que ser inédito, ou seja ninguém pode ter feito nada do tipo antes.

Portanto maiores detalhes só no lançamento do nosso documentário que vai bombar. Podem esperar!!!Em 2010 vocês ainda vão ouvir falar de nós: Fernanda Borges e Driely Lago. Grave bem!!(risos).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tenho mais fases que a lua [Nanda]

Sabe aquela pessoa que um dia quer uma coisa mais que TUDO nessa vida e no outro parece ter esquecido que aquilo passava pela sua cabeça? Pois é faço parte desse grupo de “aluados”. Tem horas que nem eu consigo me entender.

Como eu posso em um dia querer um chocolate a todo custo e no outro eu dizer que estou enjoada dele? Como posso comprar uma blusa achar ela a coisa mais linda desse mundo e no outro dia eu dou ela pra alguém porque não era bem isso que eu procurava?

Será que tem algum médico especialista para isso? Quem souber me avisa. Estou pensando em procurar um porque começo a acreditar que eu não sou normal.

“Oxe, mas e daí? Quem é normal nessa vida que atire a primeira pedra. Até aqueles que se dizem os mais politicamente corretos se não tiveram irão ter um dia de “aluado”...”

Ah, não to nem aí pra isso. Prefiro ser assim a não ser. Complexa e única, assim sou eu. E quando o assunto é sentimento, eita aí é que o caldo engrossa. Um dia acordo a mais romântica de todos os tempos no outro me pergunto o por que de ter acordado assim no dia anterior...

Quer saber de uma? Cansei...tudo que eu mais queria era escrever esse post. Agora não quero me alongar mais...Volto quando estiver na lua cheia e aí quem sabe estarei mais disposta.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ponto de ônibus [Nanda]

Lugar perfeito para acontecimentos no mínimo atípicos. Vamos lá, sábado, à tarde e lá vou eu indo pegar um cineminha. Desço a rua e quando olho para o ponto lá está ele vazio. Nem um pé de pessoa. Logo penso: que porra deve ter passado um busu agora, me ferrei vou mofar nesse ponto.

Dito e certo. Eu ficaria quase uma hora a espera daquele “transporte”. Mas enfim, o que quero compartilhar com vocês é uma cena que aconteceu durante essa minha longa espera. Estava sozinha no ponto ao passo que chegou uma coroa que devia ter seus 50 e poucos anos e já chegou dizendo:

-Tava ali no bar “cumeno” água.

Logo pensei: bom eu não perguntei nada pra ela, mas tudo bem vou ficar na minha. E a coroa continuou:

-É, hoje é sábado né minha “fia”, dia de cumê água, tava ali, no bar. Ó minha “fia” hoje em dia a gente não pode ser grossa com homem não, se ele procurar a gente tem que abrir as pernas. Minha mãe que me ensinou... eu conversava muito com mamãe sabe...

Rapaz não sei o que essa coroa tava querendo me dizer, eu tentei, juro que tentei, mas não deu, a medida que ela ia relatando suas histórias com os homens que passaram na sua vida eu caia na risada. Imagine só: eu atrasada, com meu amigo que já tinha chegado ao cinema me ligando para saber onde eu estava e eu ali a escutar as aventuras de uma bebum. Sei não viu.

Mas uma coisa eu fiquei pensando:

Poxa eu já acho que a minha geração está totalmente desregrada, todo mundo vivendo num oba oba retado, em que ninguém respeita ninguém (salvo raras exceções) e essa coroa vem me dizer que aprendeu essas coisas com a mãe...então pera lá a libertinagem vem de looooongas datas.
Enquanto eu travava uma discussão comigo mesma acerca disso a coroa me interrompeu:

Você sabe o que mais o “homi” gosta em uma mulher? É o cabelo. Tem que tá cheiroso porque aí ele chega dá uma “cafungada” minha “fia” e aí já foi... ele fica doido...você lava o cabelo bota aquela “seiva de alfazema” eita peste, o homi fica doido mesmo...aí é só abrir as pernas e pronto. Quando eu era jovem minha “fia” os “homi” vivia tudo atrás de mim. Sabe o que mamãe me dizia: é porque você é boa de cama minha “fia”.

Gente do céu eu só queria que meu ônibus passasse não agüentava mais aquela criatura enchendo os meus ouvidos com as vivências transloucadas dela. De que me interessava saber se ela era ou não boa de cama, se o homem gosta ou não de cabelo bem lavado eu só queria pegar meu ônibus e chegar ao cinema...era pedir demais?

Acho que não, Deus ouviu minhas preces e depois de contar toda sua vida finalmente a coroa resolveu pegar um ônibus e deixar as pessoas em paz, é porque a essa hora o ponto já estava cheio de outras pessoas, todas rindo do que a mulher falava, e ela achando que estava agradando...poupe-me dos detalhes sórdidos.

Assim que saiu as pessoas começaram a comentar...e eu não tinha nem graça pra falar nada só pensava no filme que eu assistiria: Lição de amor. Que na verdade me contradice tudo que aquela “doida” falou no ponto de ônibus. É posso até parecer uma romântica que acredita em ficção mas prefiro fantasiar um amor perfeito a pensar que a vida é um oba oba sem fim...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um brinde à boa digestão!

Luiza diz: sai dessa mulherrrrrrrrr
Luiza diz:arruma um novo amorrr
Luiza diz:levanta, sacode a poeira
Luiza diz:e dá a volta por cima!
(...)
Luiza diz:é sempre tempo de renovação!
Luiza diz:alooooooooo ooooooooooo
ELA diz:como renovar se dentro de mim, só tenho ele
Luiza diz:ahahah expulse
Luiza diz:cague-o
Luiza diz:kkkkkkkkkkkk
Luiza diz:kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Luiza diz:vc consegue
Luiza diz:vai doer mas o butuim é elástico
Luiza diz:kkkkkkkkkkkkkk
Luiza diz:tô brincando não...
Luiza diz:é verdade
Luiza diz:é o ciclo da comida
Luiza diz:vc come. é uma delícia. 
Luiza diz:daí vc digere
Luiza diz:e ela PRECISA SE transformar em cocÔ
Luiza diz:vc retém o que foi bom
Luiza diz:e daí expele
Luiza diz:ou melhor
Luiza diz:CAGA
Luiza diz:kkkkkkkkkkkk


Hoje de manhã choveu. Foi bom para passar o mormaço. O clima estava abafado, quase insuportável. 
E eu lembrei que faz tempo que eu não tomo um banho de chuva. 
Pois bem, apesar da TPM, o meu humor está ÓTIMO!
Hoje foi um dia de resoluções e conclusões. 
O Jacir me disse um ditado que eu não conhecia

"A desilusão é a visita da verdade."

E é mesmo. Pois entendi imediatamente o significado do adágio. Sim, a verdade me visitou. Muitas vezes nestes últimos meses. E bem... doeu!
Mas, estou conseguindo aos poucos me reerguer. E vou conseguir!!
A minha casa caiu. Descobri que as minhas muitas certezas eram um castelo de cartas. Como fosse frágil, ele caiu. Como fosse de areia, a onda fez o seu trabalho, e levou.
Daí para quem tinha muitas paixões, fiquei só. Ah ah.

E então, depois de pensar na chuva e em tudo isso, veio ELA falar comigo e sabe aqueles rompantes comparativos que eu tenho? ahaha tive um.

Vi que uma das visitas da verdade serviu como laxante.

Comi, reti os nutrientes e estava presa. O sistema digestivo não funcionava. Daí veio o laxante da verdade e enfim consegui expelir o incômodo. Falando no popular, CAGUEI o dito cujo. E daí estou leve leve...


Em tempo: temos que agradecer pelo alimento então, Obrigada Senhor pelos nutrientes que este alimento me trouxe. Foi amargo que nem jiló. Mas fez bem! Agora posso crescer forte e saudável!
Em tempo  2: Escrevo este relato ao som de Clara Nunes - Guerreira. Para ouvir você pode clicar aqui e escolher a faixa.

guerreira

clara nunes

Composição: João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro

Se vocês querem saber quem eu sou
Eu sou a tal mineira
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira

Bole com samba que eu caio e balanço o balaio no som dos tantãs
Rebolo, que deito e que rolo,
Me embalo e me embolo nos balangandãs
Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio
Que eu sou bam-bam-bam
E o samba não tem cambalacho,
Vai de cima embaixo pra quem é seu fã
Eu sambo pela noite inteira,
Até amanhã de manhã
Sou a mineira guerreira,
Filha de Ogum com Iansã

Salve o Nosso Senhor Jesus Cristo, Epa Babá, Oxalá!
Salve São Jorge Guerreiro, Ogum, Ogunhê, meu Pai!
Salve Santa Bárbara, Eparrei, minha mãe Iansã!
Salve São Pedro, Kaô cabecilê, Xangô!
Salve São Sebastião, Okê arô, Oxóssi!
Salve Nossa Senhora da Conceição,otopiabá, Yemanjá!
Salve Nossa Senhora da Glória, oraieiê, Oxum!
Salve Nossa Senhora de Santana, Nanã Burukê, Saluba, vovó!
Salve São Lázaro, atotô, Obaluaiê!
Salve São Bartolomeu, arrobobó, Oxumaré!
Salve o povo da rua, salve as crianças, salve os preto véio;
Pai Antônio, Pai Joaquim de Angola,vovó Maria Conga,saravá!
E salve o rei Nagô!


Moral da história: Um brinde à boa digestão!

terça-feira, 24 de março de 2009

“O Que Passou, (Não) Passou!”[Dri]

Ao entrar no ônibus para a faculdade, tive que fazer uma coisa que odeio: sentar entre dois conhecidos. Como ontem foi dia de Bavice, esse é, normalmente, o principal assunto que permeia as conversas. No meu caso começou de forma tranqüila com um vicitorinha contando que quase teve um infarto por causa da narração do quase gol do Baeaço. Aí começou minha tortura. Tive que aturar ele dizer que “300 torcedores da torcida ‘Invisíveis’ foram mais atitude que toda a torcida do Bahia”. Tive que ouvir, calada, ele comparar o campeonato baiano desse ano com o do ano passado: “nós perdemos a maioria dos Bavi (ces), mas quem levou a taça? Problema se vocês têm duas estrelas, nenhum de vocês eram nascidos! E aí os sofredores ‘piu’!”

Piu uma porra!

Quer dizer que o passado de um time é deixado de lado quando ele está numa fase ruim? Qual o prazo? Não nos apaixonamos por um momento do time, e sim, por tudo o que ele é e por tudo o que FOI! Se fosse assim só existiriam vira-folhas. Não somos “fanaticozinhos” como disse meu vice-padrasto, somos apaixonados por uma história, por uma tradição, um time que tomou corpo e ganhou alma. E essa alma somos nós, torcedores do Baeaço, que sabemos que o passado construiu o que somos hoje e é exatamente por causa dele que podemos almejar um futuro brilhante.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Início do Fim [Dri]


Começo de vida profissional é bem complicado. A fase de procurar estágios, correr para fazer entrevistas, se arrumar bem bonitinho para passar uma imagem de credibilidade e responsabilidade e, principalmente, se acostumar com os “nãos”. Tenho tentado me acostumar com as várias recusas, mas no final do 3º ano do meu curso de jornalismo, bate um desespero, compreensível, porém inaceitável. Inaceitável porque isso acaba com sua estima e é preciso entender que isso é um treinamento para o campo de batalha que existe depois da faculdade.
No meu atual estágio eu comprei gato por lebre. Entrei por uma coisa e acabei fazendo outra. No início era visível uma certa preocupação com o fato da estagiária de jornalismo estar fazendo o trabalho de um estagiário de administração, mas com o decorrer do tempo mais funções da outra profissão foram dadas a mim. A angústia de ter acreditado em um sonho e vê-lo, hoje, como, simplesmente um sonho, me deixa desanimada demais a ponto de desabafar aqui no blog. (Só para não deixá-los boiando, fui chamada para criar um jornal da Gerência de Varejo dos Correios)
Hoje, depois de não ter passado em mais uma seleção, me vejo a beira de um ataque de nervos, porém com uma certa bagagem para dizer o seguinte: não devemos desistir nunca! Os momentos ruins vão aparecer, e acreditem, estou vivendo o meu agora, mas tudo o que acontece de muito ruim precisa ser visto como uma chuva (como diz meu Xuxu, o Lucas), uma daquelas tempestades chatas que não deixa você sair de casa e te torna mais melancólico do que deveria ficar, sabe como é? Então. Lute, persista e tenha sempre pessoas incríveis do seu lado, aquelas que você ama incondicionalmente, pois são elas que te reerguem, ou melhor, não te deixam cair.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Novidades da Polícia Militar para o Carnaval 2009(2) [Dri]

Fonte:
Site do A Tarde

Polícia vai usar arma que não mata durante Carnaval

A utilização de 200 pistolas elétricas, não-letais, do modelo taser M-26, pela polícia, durante o Carnaval, foi anunciada, na quinta-feira, 12, pelo secretário de Segurança Pública do Estado (SSP), César Nunes, no Hotel Pestana.

Na apresentação do armamento, que contou com a presença do governador Jaques Wagner, o secretário informou que o novo aparato das polícias Civil e Militar será decisivo para a redução de crimes na folia.

“Em 2008 registramos 1.390 ocorrências, o menor índice dos últimos anos. Nossa meta é reduzir este número em 12,5 %”, afirma. Ou seja, a pretensão da SSP é evitar cerca de 174 ocorrências, chegando à marca de 1.216, a um custo aproximado de R$ 120 mil, considerando o valor mínimo da arma, estimado em de R$ 600, de acordo com pesquisa feita por A TARDE.

Para Carlos Alberto Costa Gomes, especialista em Segurança Pública, a arma representa uma evolução do policiamento. “Começamos a pensar em segurança pública no sentido real de sua concepção - proteger a população, reduzindo o poder de execução dos policiais”, opina. Costa Gomes afirma que o uso da taser M-26 apresenta perigos, porém, “são infinitamente menores que o da arma de fogo”.

Ironia – José Nilton Ferreira, pesquisador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, explica o funcionamento da taser: “Ela possui um dardo que dispara descargas elétricas de 120 mil volts, que paralisam o corpo por minutos, numa espécie de ataque epiléptico”.

Diferentemente de Costa Gomes, Ferreira enfatiza que a adoção da arma é uma “ironia”. “Os dardos que disparam as descargas custam de R$ 150 a R$ 250. Como vamos repor esta munição, se a polícia sequer tem verba suficiente para encher o tanque de gasolina de seus carros?“, questiona o pesquisador.

Ferreira informa que este tipo de armamento é obsoleto no restante do mundo, sendo indicado “para o tratamento com loucos”. “O Carnaval reúne uma quantidade de gente absurda. Os policiais agem a menos de cinco metros das brigas e assaltos. Esta arma é para ser disparada a uma distância mínima de 15 metros. Quero dizer que seu disparo pode atingir muitos inocentes”, ressalta.

O pesquisador lembra o risco para cardíacos e portadores de marco-passo, se atingidos. “O que precisamos é de policiamento ostensivo e medidas preventivas, como um plano de evacuação de feridos, que não existe”, diz.

Novidades da Polícia Militar para o Carnaval 2009 [Dri]

Fonte:
Site g1.globo.com

Polícia vai usar 'jaulas' para deter infratores no carnaval em Salvador
Celas improvisadas ficarão nas delegacias móveis ao longo dos circuitos.
Diretor da Polícia Metropolitana disse que presos ficarão pouco no local.

Durante o carnaval de Salvador, foliões que cometerem alguma infração ou crime nos circuitos Dodô e Osmar ficarão detidos provisoriamente em ‘jaulas’. Essas celas improvisadas ficarão nas delegacias móveis que serão construídas ao longo dos percursos.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Ruy Pereira da Paz, disse ao G1 que as delegacias móveis não têm estrutura para oferecer um local mais confortável a quem for detido.
“As celas em delegacias tradicionais ficam em um espaço fixo, com barras presas ao teto e ao chão. Como não teremos essa possibilidade nos postos, porque o teto não é de cimento, as celas são como um gradil fechado, para conseguir manter a pessoa retida”, afirmou.
Paz ainda ressaltou que os presos devem ficar pouco tempo nas delegacias móveis até serem levados para as delegacias tradicionais. Em cada cela poderão ser acomodados de três a quatro presos.
“É rápido, mas não tem como precisar porque depende do flagrante. É o tempo que demorar a preparação da documentação, nunca vai passar de algumas horas”, afirmou.

Bendito Carnaval! [Dri]

O carnaval começou. E com ele todos os transtornos típicos de uma cidade que abriga o maior carnaval do mundo. Ontem cometi o erro de ir na Lapa no horário próximo a concentração do trios. No início achei ótimo,pois o shopping estava bem tranqüilo, no entanto, quando saí do shopping dei de cara com a realidade nua e crua(embora crua tinha um cheiro forte de churrasquinho). O engarrafamento começava dentro da estação Lapa, nos pontos dos ônibus, e ia até onde os olhos não alcançavam. Pensei “não chego em casa tão cedo” e respirei fundo depois de dar um piti amaldiçoando o inventor dessa loucura. Quando finalmente meu ônibus chegou ainda tive que pegar esse engarrafamento dentro da Lapa. Fiquei 40 minutos dentro da Lapa e levei uns 30 minutos para sair do caminho dos ônibus que vão para a Centenário. Minha bunda ficou com câimbra umas três vezes, até onde eu lembro. Mudava de posição para dar descanso para uma banda de cada vez. Pelo menos o Vasco da Gama estava livre e pude chegar em casa mais rápido do que imaginei (não foi exatamente rápido, mas eu programei meu psicológico para chegar em casa 00hrs e olhe lá!).
Hoje, vindo para o trabalho, notei outra característica da festa que move milhões (de pessoas e de reais): a falta de policiamento. Já reclamei em um post esse problema sério da Polícia Militar. Em grandes eventos eles se poupam única e exclusivamente para o mesmo, esquecendo que a vida não pára. Vou andando para o trabalho e os policiais que sempre vejo fazendo ronda tinham tomado chá de sumiço.
Pelo menos tem um lado bom, os circuitos estão sendo bem cuidados e as pessoas que forem para curtir podem ter o mínimo de segurança.

Bom carnaval para vocês!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Aniversário[Nanda]

É lá se foi mais um ano e junto com ele as vivências e experiências do Sindlink, para quem ainda não conhece o Sindicato das Línguas do Cão. Isso não significa que a gente fale mal da vida alheia, jamais!!! Só compartilhamos com vocês situações vivenciadas por nós e que podem envolver outrem...

Este grupo já existia, mas criou-se oficialmente ano passado com uma situação inusitada que passamos (você pode conferir a situação no meu primeiro post no blog) e que nos levou a criar o nosso “diário” compartilhado.

Peço desculpas aos leitores assíduos das nossas ironias do destino pelo abandono e falta de interesse com o Sindlink nos últimos tempos. Mas voltaremos este ano com todo gás e como sempre fazemos não vamos deixar escapar nada. Cuidado, você pode ser a próxima vítima do Sindlink, ou melhor, o próximo responsável por um post. É isso mesmo, nada será liberado, deu mancada perto do Sindlink? Já era isso será compartilhado aqui...

Portanto saudações aos membros do Sindlink pelo ano que se completa!!!!E vamo que vamo...a vida não para e o que não falta é assunto para virar post...hehehehe

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O fantástico show da morte[Dri]

Por Carlos Brickmann em 21/10/2008 (Observatório da Imprensa)


Do lado de dentro do apartamento simples em Santo André, SP, a tragédia: duas meninas ameaçadas por um homem armado, que terminaria por matar uma e ferir a outra. Do lado de fora, a festa da imprensa: repórteres, câmeras, celulares, entrevistas ao vivo com o seqüestrador, que a cada instante se sentia mais poderoso, uma celebridade. E transmissões diretas, que permitiriam que o criminoso acompanhasse, minuto a minuto, as manobras da polícia.

A liberdade de imprensa não pode ser limitada: a Constituição não o permite, e represar informações vai contra o interesse do país. Mas liberdade de expressão não significa, por exemplo, que alguém deva gritar "fogo!" num estádio lotado. E liberdade implica responsabilidade. Quanto mais liberdade, mais responsabilidade. Teremos sido nós, jornalistas, ao elevar a auto-estima do criminoso, ao revelar-lhe a cada momento os planos da polícia, co-responsáveis pelo tiro em Nayara e pela morte de Eloá?

Há quase 60 anos, um filme clássico de Billy Wilder sobre a imprensa, A Montanha dos Sete Abutres, com Kirk Douglas, já narrava como pode ser nocivo o envolvimento dos jornalistas com os acontecimentos. Jornalistas devem reportar, não interferir. E colocando no ar, ao vivo, um maluco homicida armado, a imprensa interferiu nos fatos: transformou-o em famoso, inflou seu ego assassino, ajudou-o a se sentir acima do bem e do mal.

Não há ganho de audiência, nem de circulação, que valha a vida de Eloá.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Quer meu celular,véi? Pode levar!"[Dri]

Fui assaltada. Chocante falando assim de sopetão né? Mas hoje em dia parece tão normal, ficou tão banal. Voltando, eu fui assaltada saindo do trabalho com uma colega. Levaram nossos celulares, o cara estava armado, não passou nenhuma viatura, e quando liguei para a polícia, ainda tive que ouvir da atendente que isso era cada vez mais comum. Coisas que acontecem todo dia e acabam virando estatística. Não registrei boletim de ocorrência por que...bom...vamos combinar: não adianta.
O que me revoltou mesmo foi que a mãe dessa minha colega, encontrou no mesmo dia um comandante da Polícia Militar e perguntou por que não tinha nenhum policiamento na rua e ele explicou: “Todos tinham trabalhado nas eleições e estavam descansando”. Nas entrelinhas: Acabaram as eleições, não tenho muito mais o que mostrar então que se dane a população.

Aonde vamos parar? Vamos continuar tendo a opinião de que compramos o celular para o ladrão levar? De que não podemos ter celulares relativamente bons, por que vamos ser assaltados? Difícil viver em uma sociedade onde a segurança foi banalizada.

É preciso saber direito em quem votar. Se bem que existe um bom candidato para votar, ou temos que escolher o “menos pior”? Estamos próximo ao caos. Quando chegarmos lá, estaremos comprando celular para o ladrão no nosso cartão.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O 3º é sempre o que dá sorte! [Dri]

Quando Lucas, meu namorado, me chamou para ir na roça do avô dele, resisti a princípio. Primeiro por que estávamos brigados e segundo por que tinha recebido uma proposta quase irrecusável de ir ver o Psirico no Wet. Fui. Encaramos algumas horas de viagem e mais outras horas de engarrafamento por causa de um acidente. Fiquei com fama de pé frio, mas esse detalhe não é preciso ficar comentando. Quando chegamos, S. Natalício (avô) e sua esposa, D. Carmelita nos receberam muito bem, cheios de sorrisos e de “fiquem à vontade”.

No sábado de noite, S. Natalício ficou muito quieto, reflexo de uma depressão da qual estava saindo. No domingo de manhã começamos a conversar. Uma conversa tímida das duas partes mas que foi ficando à vontade aos poucos, entre risos e a descrição da “maior fazenda da Bahia”. Fui me encantando com aquele senhor bem arrumado, vistoso, com os cabelos brancos e um bigode bem fininho branco também. Pegamos o carro e fomos conhecer a fazenda de S. Natalício. Passávamos por várias fazendas e ele dizia “era tudo meu, mas pra quê isso tudo pra mim?dei tudo!” e ria. Quando chegamos lá eu estava sem graça, Lucas pegou minha mão e foi me mostrando toda a roça. S. Natalício logo em seguida pegou uma penca de chaves e foi me mostrando cada cômodo da casa. Me mostrou o avião que não passava de uma bicicleta em excelente estado, me mostrou sua sala de ferramentas e um baú cheio de cachaça. Lucas simulou uma cena de ciúmes e disse nunca ter visto aquele baú. Conversamos, S. Natal me ofereceu banana maçã enquanto enchia o saco da esposa perguntando “já pegou o milho da menina?não esquece do milho da menina!”, até que se estressou e foi pegar ele mesmo. Ele me falava da casa, dizia para eu contar da casa para minha mãe, me ofereceu a cama dele, que era um pedaço de madeira com um papelão por cima, para que eu sentasse e assim fui me sentindo em casa, fui me aproximando da minha casa na Itaboraí onde cresci com meu avô.

Voltamos, almoçamos e D. Carmelita disse para Lucas: “Gostei dela, ela não tem essas fidalguias. É boa de garfo!”. Comi o maravilhoso pudim de aipim feito por ela e saí de lá com pelo 10 quilos a mais! Quando estávamos indo embora, Eu abracei D. Carmelita, ela disse que tinha gostado muito de mim e eu disse que sentia o mesmo. Abracei S. Natalício, ele deu um abraço forte e quando fui sair, ele segurou minha cintura bem próximo dele e disse “não traga sua mãe não!vai ser muito cansativo pra você!coloca ela no carro!”, dei uma gargalhada, ele sorriu e se estabeleceu ali uma corrente, não sei ao certo de quê, mas me senti tão ligada a ele como se fosse realmente sua neta.

Logo em seguida conheci D. Maria. Se pudesse descrevê-la, diria: ela tem o sorriso mais bonito que eu já vi na vida! Abraçou Lucas, e olhava para ele com os olhos brilhando. Ela nos abençoou e disse “não vai enrolar né?! É pra dar um jeito na vida agora né?!”. Ela sentou com a gente e contava os “causos” rindo com uma gargalhada gostosa demais. Eu não entendia nada mas ria daquela gargalhada que saía por todos os poros, uma gargalhada que vinha da alma.
Quando chegamos em Salvador, minha sogra disse “todo mundo gostou de você!pensei que o papai não ia te largar” e Lucas completou “desde que meu avô entrou em depressão, nunca vi ele sorrindo daquele jeito”. A vida em certos momentos é tão misteriosa e maravilhosa ao mesmo tempo. Eu, que estava cabisbaixa e tive trilhares de pessoas me dando força, não consegui me sentir tão bem como me senti com gente que nunca tinha visto na vida. D. Maria com aquele jeito me fez ver o quanto se tem valor mesmo depois do passar dos anos, o quanto podemos ser admirados e respeitados sem ter um corpo perfeito e um rosto sem rugas. S. Natalício, ah, ele me levou até minha infância quando meu avô fazia tudo para mim. Lembrei do meu velho e do seu cuidado comigo. Fui na roça e ganhei um avô de quebra, mas não um avô qualquer, ganhei S. Natalício que tem a maior fazenda da Bahia, um avião e uma cama elegantérrima de madeira maciça. O que ele ganhou? Uma neta babona que não vê a hora de voltar. Uma neta que quando dormiu, agradeceu a Deus por ter sido tão bom, que mesmo depois de ter lhe tirado os dois avôs, lhe deu um 3º tão maravilhoso quanto os outros.

Entre chifrudas e ex-namoradas, salva-se quem tem vergonha na cara. [Dri]

Já escrevi sobre algumas coisas que aconteceram comigo, e juro para vocês que não queria ter que escrever sobre isso,mas...lá vai: descobri, há pouco tempo, que eu sou corna. Sensação indescritível. Talvez eu conseguisse passar bem se não fossem os comentários de um grande amigo meu e uma ligação com alguém nada nada convencional.

Quero falar duas coisas. A primeira é sobre o comentário desse grande amigo meu que disse o seguinte: “Pelo que me disseram dela, ela consegue o que quer...ela é toda ão, até eu fiquei com vontade de conhecer!”. Comentário impróprio, mas que me fez despertar para uma coisa: quer dizer que todo mulherão consegue o que quer? Se a Scheila Carvalho pode, porque a Gisele Bundchen (não sei como escreve isso!) não pode? Só por que é magra? Quem definiu que mulher bonita é mulher toda ão? Eu já estava com a auto- estima lá embaixo, isso me fez ficar mais baixa que o chão. Eu que levei tanto tempo para conseguir ver beleza na minha magreza, que levei tanto para me dar valor, perdi isso em questão de minutos. Que padrão de beleza é esse preso à essas convenções de mulher cheia de carne? Quantas vezes você não já ouviu algum infeliz dizer “é feia de cara, mas é boa de bunda”? E se eu não tiver bunda? E se eu for magérrima? Minha elegância não anula isso? Repare quando passamos na frente de um espelho como nos olhamos. Ajeitamos o cabelo e ficamos de lado para ver o quê? Para ver se a bunda está no lugar. E daí que ela é ão e eu sou inha. Existem coisas que só eu posso fazer. Já pararam para imaginar isso? Tenho uma prima que não obedece a nenhum padrão de beleza, mas é linda demais. Aprendi com ela a me dar valor, a me cuidar e a ser única apesar das diferenças. Somos todas mulheres, belas, guerreiras e o que devia pesar não é a bunda, e sim, o conjunto, dentro e fora. Sou “slim” sim, mas não é isso que me torna especial. Não é o fato de ser gorda ou magra, baixa ou altíssima. O que nos torna especial é o fato de sermos únicas.

A segunda coisa é sobre o que minha avó sempre me disse: não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você. O que me consola quando me sacaneiam hoje em dia, é que o mundo dá voltas. Gente, é preciso o mínimo de caráter para se viver bem. E é preciso muita coragem para se admitir um erro e pedir desculpas por ele. Assim o fez quem me magoou. Teve dignidade o suficiente para me pedir desculpas e não teve medo de mostrar a cara para conversarmos pessoalmente. Acho que pelo fato de termos nos aproximado, acabamos tendo consideração uma pela outra o que prova um pouco de verdade em uma amizade julgada tão esquisita, entre atual e ex. Fico feliz que em tão pouco tempo, eu possa ter encontrado não uma amiga, e sim, uma pessoa merecedora de respeito, tão difícil nos dias de hoje. Que se cometam erros, todos nós somos passíveis deles, mas que saibamos reconhecê-los, admiti-los e pedir desculpas por eles. Você não perde a língua, pode perder um dente dependendo do que você fez, mas o fato é que você passa a ser uma pessoa melhor para você mesmo, que é muito mais importante do que ser melhor para os outros.

Cuidado com o movimento da terra, ele é cruel em certos pontos. E às vezes, mesmo que tenha se redimido do que fez, pagamos um preço alto por só pensarmos em nós mesmos. Digo tudo isso com conhecimento de causa. Se sou vítima hoje, é por que fui vilã um dia.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ode à tolerância ou das 5 coisas que não gosto mas tenho que conviver [ Galuiza ]


Este texto é uma resposta ao desafio da Suh Gomes, participante da plataforma virtual em que eu trabalho(sim, logo mais dou mais detalhes!). Tô sumida daqui mas, de antemão quero dizer a Dri-k. Que lindos textos amigaaaaaaaaaaaa! Perfeitos, depois comento neles rsrs. Sem mais delongas, lá vai o desafio.



1 Tenho que conviver com a violência. Tomei pavor!! Mas pavor mesmo! Parei de assistir TV por causa da violência. Espremeu o noticiário sai sangue. Então, sou assim: falou de morte perto de mim, tampo o ouvido. Tá, pode me chamar de Alice, mas que mal tem querer um mundo de maravilhas? Eu quero. Sonhadora sim, mas não a única. John Lennon também era.

2 Tenho que conviver com passarelas e pontes. Medo extremo, absoluto e inexplicável. E não é de altura. E pra variar, ao ir pra casa, PRECISO atravessar uma passarela. Que tem buracos no concreto e dá pra ver a pista lá embaixo. Ó céus.

3 Tenho que conviver com ônibus lotado. Pô, nada pior! De manhã cedo, você toma banho, tá cheirosa e daí vem aquele sayadin do inferno todo suado e encosta. Haja perfume! Ônibus é tortura. Ainda bem que meu lado masoquista está em ordem. Aprendi a ver o prazer da viagem e pronto, é isso que levo: as histórias que me rendem altas gargalhadas. Afinal, tudo de engraçado acontece no ônibus em que estou. Parece brincadeira. Ou arte de um duende travesso, só pra me ver rir.

4 Tenho que conviver com gente sem noção. Moro em uma travessa, minha casa é a penúltima. Janela de frente pra rua. Computador fica na sala, próximo à janela. É ou não cenário perfeito para um sem-noção? E então eles chegam, - sim, são vários -, chamam mainha e ficam bisbilhotando as minhas conversas no msn. Pô, não, eu não estou falando nenhum segredo de estado mas se tem algo que prezo é a minha privacidade. Quem não?
Decidido. Vou dar um gato a cada um dos meus vizinhos. Com sete vidas, eles não vão ter tempo para cuidar da minha né? E quem me dera isso fosse só com eles. Na verdade o tópico refere-se a pessoas invasoras da privacidade alheia. Tem coisa mais irritante? Aquela que fica atrás corujando, lendo o que você digita. Dá vontade de gritar no ouvido: cuida de sua vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Mas mocinhas tem que manter a boa educação né? Mas que dá vontade de descer do scarpin nestas horas ah dá.

5 Tenho que conviver com gente sem noção 2 - Sabe aqueles que tem gafe no sobrenome? Que perguntam ao esposo mais velho se a mulher é filha e a uma gorda se ela está grávida, que pedem a última - e a mais gostosa - mordida do teu sanduiche, que aceitam aquele chocolate único que você ofereceu por educação com cara de quem não quer oferecer. Ah vai, todo mundo comete uma gafe. Quem nunca o fez, ou não viveu, ou é o Forest Gump. Já cometi inúmeras. A elegância está em como sair delas. Nem sempre é possível, mas eu gosto do bom humor. É indispensável nestas horas. Quem nunca foi chato que atire a primeira pedra.

6 Ah Suh, sei que você disse 5, mas esta vai por minha conta rsrs. Desgosto de pessoas hipócritas. Sabe aqueles que Pessoa chamou de semideuses? Daqueles que nunca levaram porrada na vida, daqueles do poema abaixo. É. Como Bandeira, estou farta de semideuses.




Poema em linha reta
Fernando Pessoa


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Mulher, uma questão de gênero [ Galuiza ]

Dia após dia, escutamos piadinhas infames e machistas: "Pilota fogão", "Amélia", "Que bunda", "Tem um cargo melhor porque é gostosa" etc... e isto desencadeia - pelo menos em mim - uma reflexão. E então, dia destes estava pensando no que é ser mulher e o papel social que este gênero representa e sobre machismo e sobre a guerra de sexos e sobre tudo isso. Se querem saber não cheguei a conclusão nenhuma e por isso a demora da postagem do desafio da Márcia. Mas enfim, lá vou eu...

Dia destes, atrapalhada com este teclado maluco - ele come letras e quase tenho que espancá-lo para sair algumas - , o Leonardo solta a pérola: "é porque não tem seis bocas". Ô raiva! O sapo desceu pela goela com as pernas abertas. Acreditem, não foi bom. Ainda bem que a boca não acompanha o pensamento... senão...

Esta foi só uma das últimas. Fosse eu uma bomba, teria já explodido com tanta infâmia, que não é dele, é da sociedade em geral. O humor é válido mas é ofensivo vez ou outra, principalmente quando se vai buscar o sentido que estas meras palavras tem.

Pra encurtar conversa, vamos às minhas modestas conclusões:

Não adianta. Mulher é carente e por mais que diga que não, adora carinho e se sentir protegida e segura e amada e gostosa e etc. (e neste etc cabe tanta coisa...)

Não importa quantos sutiãs queimem, mulher é mulher. Nunca vai ser igual ao homem. E quem quer na verdade ser igual? Ser igual é chato. Antes ser um lago misterioso e denso. Um rio de águas caudalosas e revigorantes.

Nascemos com a marca. A fenda. E de certa forma, estaremos sempre sós, de um jeito que nenhum homem pode entender. E por isso somos confusas e confundimos. Elisa Lucinda disse que "...há que se ter cautela com esta gente que menstrua...". Verdade.

Então Gal, você está afirmando a fragilidade da muher, concordando com eles? NÃOOOOOOOOOOOO, responderei. Calma desavisado, este não é um ode à superioridde masculina.

À luz de minhas pequenas indagações, defendo a igualdade entre os sexos. Mas igualdade de direito. A modernidade nos mostra que quem disse que frescura ou vaidade é "coisa de mulher" tá enganado. Lá em casa, quem varre é meu irmão, não eu. Aliás ele passa a roupa dele. E não, ele não é gay.

A culpa da sociedade machista é nossa! Sim meninas, nossa! Afinal, quem de fato educa os filhos e filhas?
Nós vamos reproduzindo os velhos discursos e os elos sórdidos vão se mantendo. E se mantendo. E se manterão.
Até que as mães se conscientizem que sim, a filha pode namorar vários sem ser nigrinha, que pode chegar tarde sem ter ido pro motel, que pode ser caminhoneira sem necessariamente ser lésbica, que pode ter força e ser fisioculturista. Que pode enfim ser tudo o que quiser ser, porque mais que mulher é um ser humano de possibilidades infinitas!
E é assim que gosto de ser vista principal e antes de tudo como um ser humano. Sou frágil sim. E a minha força está aí. Na fragilidade.


EM TEMPO: Este é um texto decididamente confuso. As mulheres são. Porque meu texto ia ser diferente? Um observador mais atento perceberá os meandros que o texto se propõe a mostrar mas nunca esgotar a discussão.
Márcia, gostei do tema, desculpa a demora menina! E não citei a política pois este já estava confuso por demais!

MORAL DA HISTÓRIA: Preciso escrever um novo texto sobre isso. Mais claro e conciso. Um dia quem sabe...

terça-feira, 23 de setembro de 2008

De boas meninas, o inferno tá cheio [Dri]

Natal, Rio Grande do Norte. Sede do Intercom 2008, o maior congresso de comunicação do país. Eu e meus colegas não poderíamos perder essa. Estávamos super empolgados. Eu e minhas amigas, porém, tínhamos umas preocupação: o quarto do hotel era quádruplo, nós estávamos em três, ou seja, uma estranha ficaria no nosso quarto. No ônibus todo mundo caiu na bagaceira, menos uma menina, uma chata que até hoje não sei por que porra ela foi de ônibus. Para nossa terrível surpresa, a chata era nossa colega de quarto. Resolvemos dar um voto de confiança, afinal, que absurdo, só porque ela era crente não quer dizer que era chata.

Saímos para almoçar assim que chegamos e eu comecei a gostar dela. Não ficava falando muito de religião, ria com a gente e tentava ao máximo agradar. Até que eu perguntei se ela era crente (por causa do saião), ela me disse que sim, mas que achava bom as pessoas perguntarem por que significava que ela estava fazendo o trabalho dela direito. Uma pausa. Gravem bem essa frase. Ela vai ser muito útil para o porquê da construção desse texto.

Fizemos amizade com dois garotos assim que chegamos. Não lembro em qual dos dias foi, mas em algum desses dias nós saímos de noite e um desses garotos não foi. Achamos muito esquisito, mas deixamos para lá. A crente nunca saía. Quando voltamos para o hotel batemos na porta para ela abrir e ela mais do que imediatamente disse “já vai!”. Esquisito. Na noite anterior ela demorou uma vida para abrir, devia estar acordada. Uma hora dessas?! Ouvimos voz de homem no quarto. Nos entreolhamos e minha amiga disse: “Eu já sei quem tá aí”. Ela abriu a porta, olhamos o quarto e não vimos ninguém. Fui na sacada no quarto e não vi marca de pé, nem nada. Parecíamos Sherlock Holmes em busca de um babado. Ela disse que tava assistindo televisão e que tinha pego no sono. E isso foi suficiente para nossa sede por “novis”?

Tínhamos um suspeito. O nosso colega que ficou dormindo no hotel. Uma amiga nossa que tinha passado a tarde com a crente, disse ter visto uma troca de olhares, um certo mole que ela dava para ele, um “fuego” a mais da nossa santa do pau oco. Corremos para nosso amigo que tinha mais contato com ele, e para nossa surpresa (ou não), ele tinha contado tudo para ele. Disse que ela ligou para o quarto dele depois que saímos perguntando se ele também ia, mas ele estava dormindo. O colega de quarto deu o recado e ele achou estranho. Ligou de volta para fazer um teste: “O pessoal saiu e me deixou aqui dormindo”, ela respondeu “vem pra cá assistir televisão comigo”. Televisão? Na minha terra isso tem outro nome. Ele foi. E...ficaram. Pelo que nosso amigo contou, rolou até uns amassos enquanto ela dizia “Ai, que loucura meu Deus!”. Sabe o que nós imaginamos? Ela quando chegasse em Salvador, ajoelhada no milho de frente para cruz se batendo com um chicote e dizendo: “Ó Intercom, ó Natal!”

Tá bom, é preconceito eu sei, mas vai dizer que você não imaginou algo assim, bem bizarro vindo dela. A menina é uma hipócrita! Respeito muito todas as religiões, cada uma tem sua verdade, sua razão, mas se for para entrar em uma religião, é necessário ter o mínimo de respeito. Por essas e outras santas, que a gente cria esse estereótipo de “crente do cú quente”, “santa do pau oco”, dentre outros. Se um assunto tão sério como religião não é levado a sério, quem garante a um futuro namorado de uma menina como essa, que o casamento vai ser levado? Ah é, tinha esquecido! A religião não permite amassos e sexo, já o casamento...

O Butuim Nosso de Cada Dia [Dri]

Homens. É um ser do cão. Só dizendo assim.

Estava eu no ônibus indo para a faculdade. A gente vê é coisa nos “buzus” dessa cidade. Dois rapazes conversavam atrás de mim, um falando mais do que o outro, conseqüentemente, chamando mais atenção que o outro. Ele cantava uma das maiores obras da Cássia Eller, Malandragem, e dizia: “eu ando nas ruas, eu troco cheque, mudo uma pranta de lugar...”. Pensei “miiisericórdia, que porra é essa?!” e ri muito depois. Engraçado como essas coisas que deveriam servir de motivo para revolta e discursos sobre nosso sistema educacional exemplar, nos faz rir e comentar com fulano, sicrano, e faz uma “eu-ninguém” escrever sobre isso e rir ao mesmo tempo.

A vida é uma piada mesmo. Uma piada muito boa e de mau gosto.

Bom, isso tudo foi um parênteses. Voltando ao que eu ia falar.

Uma mulher levantou para descer do ônibus e o cara da “pranta” comentou com o colega: “Ó pra li rpz!Aquilo que é mulher!Grande, alta, mulher boa é mulher grande! Só precisa colocar mais um pouco de batata, mas também não tem problema, o que me interessa tá mais em cima: o butuim!”. Sabendo do que butuim se tratava, fiquei boquiaberta com aquele comentário...no mínimo esdrúxulo. Como nós estamos hein?! Em que mundo vivemos? Em um mundo em que o homem olha uma mulher na rua e diz bem perto do ouvido dela “gostosa”, tão perto e tão puxando o s que chega a cuspir na cavidade auricular da cristã. Eu pensei “Deus do céu! Quantos homens não comentaram do meu butuim?!”, isso é constrangedor.

Você se sente um pedaço de carne e vê esse pilantra-pensador-com-a-cabeça-de-baixo como um cachorro pronto para atacar. Você é o filé, ele o vira-lata. Você é o peixinho perdido no recife, ele o tubarão procurando algo para saciar a fome. Dramático né? Eu sei. O fato é que eu fiquei me questionando de quem seria a culpa. Dos homens e do seu instinto de cafajeste, intríseco à sua genética? Ou das mulheres que resolveram usar a teoria de que o homem se adapta ao ambiente em que vive?

O fato é que o ser humano tem me surpreendido e me enojado cada vez mais. Os homens principalmente. Onde ficou o sentimento nessa sujeira toda?Onde ficou o vamos ser felizes para sempre, o eu te amo, o amor da minha vida? Nós trocamos momentos que poderiam se eternizar, não pelo tempo físico, e sim, pela intensidade com que ocorreram por momentos que são “só carne”. Será por isso que os casamentos têm durado tão pouco? Por serem construídos em bases tão sólidas quanto papel?Tão difícil dizer. O fato é que corpo, sexo, tudo isso é muito bom, mas se concentrar só nisso e de forma vulgar e pejorativa, não faz muito bem. Seu órgão genital talvez discorde e até fique com ciúmes, mas o prazer não está só nos países baixos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Animação trará a primeira princesa negra da Disney [Galuiza]


Estava zapeando pela net procurando a ilustração de uma princesa negra para ilustrar o post anterior a este e olha só o que encontrei!




"A Walt Disney iniciou a produção de um conto de fadas musical e animado
chamado "The Frog Princess" (A princesa sapo), que será ambientado em Nova
Orleans e trará a primeira princesa negra dos estúdios Disney.

A companhia revelou os planos nesta quinta-feira (8) em sua reunião anual de
acionistas, em Nova Orleans.

John Lasseter, executivo-chefe da Disney e dos estúdios de animação Pixar, disse que o filme irá retomar o processo de animação clássico feito a mão, em vez da animação computadorizada que se tornou o padrão da indústria. Ele se referiu ao filme como "um conto de fadas americano".

A trilha sonora do filme ficará a cargo de Randy Newman, que também compôs as músicas de "Toy story", "Vida de inseto", "Toy story 2", "Monstros S.A." e "Carros".

John Musker e Ron Clements, de "A pequena sereia", "Aladin" e "Hércules" irão
co-dirigir o longa. A dupla também escreveu a história do filme.
A Disney afirmou que sua nova princesa animada, Maddy, será acrescentada à sua coleção de outras princesas da companhia, e aparecerá em parques temáticos
e produtos relacionados. "

Finais Felizes... [Galuiza]


Os contos de fadas esquecem de contar o que acontece depois do "... e viveram felizes para sempre.". Propositalmente.

Pudera, uma boa história só se faz com conflito, com intriga.
Imagina só se a moça perfeita e o moço perfeito que levam a vida perfeita dariam uma boa história.

Ele acordou com o beijo de bom dia da mocinha perfeita. Tomou banho e escovou os dentes e pôs-se a trabalhar. Como era bom ter uma moça perfeita! Êca! Chatice. Monotonia.

O primeiro dia é bom. O segundo é legal, o terceiro já não chega a ser excitante, o quarto não é ruim. No quinto começa a ficar tão insuportável como esta contagem. E decrescendo.

O ser humano vive de agitação. A surpresa é que agita.

Relacionamentos respiram novidade. Pode-se sim entender o que o outo fala pelo olhar.

Não quero ser perfeita. Que o seja quem quiser. Prefiro ficar assim, me aperfeiçoando, me descobrindo. Descobrindo o outro.

Ser perfeito deve ser que nem pudim de arroz integral com calda de chuchu selvagem. Bom pra saúde mas sem graça...

Viva ao proibido, ao insano, ao pecado enfim...

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Desafio para Ianna ou sobre o olhar... [Galuiza]


O que será que os bebês vêem quando olham?
Eles não julgam, não têm parâmetros definidos.
Como será que sou aos olhos de uma criança?
Tá que ela não saberia definir mas... Eu queria saber.

Este foi um aproveitamento de um fragmento de conversa de três adultos na cantina da faculdade. O rasta perguntou as pais do menino loirinho: O que será que ele vê? Será que vê a minha alma? É, porque os bebês não julgam tá ligado? Eles não estão com a cabeça cheia de sociedade...Pois bem, agora você me pergunta onde Ianna entra nesta história Gal?Pois eu quero que ela me responda. O que um bebê pensa ao olhar para o mundo. Aguardo...

Sobre o rezar... [Galuíza]








Todo grito de êxtase que sai da garganta,

Toda gota de seiva, sobretudo a da vida humana,

Cada suspiro,

Cada eriçar de pêlos da nuca,

Cada arrepio na espinha,

São, em si, manifestações de Deus.

Pois Ele é, essencialmente, vida.





(manhã do dia 3 de agosto de 2008)

Andei pensando [Galuiza]

Adoro fazer listas.

Lavo as mãos por tudo.

Detesto pasta de dentes apertada no meio do tubo. Conserto em todas as casas.

Não como jiló, pirão, língua ou qualquer coisa tão ruim quanto. Nem por educação. Nunca para agradar ao anfitrião. Galinha cozida está incluída. Eu frito (rsrs). Isso quer dizer que sim, tenho minhas frescuras mas não incomodo ninguém com isso., Sempre dou um jeito. Frito o frango, cozinho arroz, como só a carne. E não recamo. Mas também não como só para agradar e não fazer desfeita.

É, sou bem assim. Eu. Claro que me importo com o que os outros pensam, mas não por tempo suficiente pra que deixe de considerar o que eu mesma penso em primeiro lugar. A opinião dos outros passa por um filtro comparativo. Se a minha parece mais atraente, fodam-se os outros. E isto é tomado como teimosia.

Não penso assim. Gosto de ver todas as possibilidades e testá-las! Desistir do que acredito por chantagem emocional ou sem argumentos consistentes? Nem fudendo!

Claro que não estou sempre certa. Quase nunca eu tenho certeza. Mas entre apostar em minha opinião ou na dos outros, fiz a escolha óbvia. E os outros que comprovem por a+b que estou errada.

Não, não sou uma porta. Tenho bom senso e me quedo diante da experiência, desde que acompanhada com argumentos plausíveis. Do contrário, passa amanhã.

Com o tempo passei a ser mais tolerante com os outros e comigo mesma. Engulo mais sapos e até vou pelo caminho mais longo em favor da boa convivência (embora por experiência, saiba que o outro seria bem mais rápido). Desisti de ser palmatória. Cada um que tenha a oportunidade de comprovar que estava sendo errado por si só. É uma sensação amarga. Já passei por isso várias vezes.

Cansei de dar murro em ponta de faca. Cansei de tentar consertar o mundo (quem disse que ele estava quebrado?). Controle é isso. É endurecer. Em todos os aspectos. É esconder a sensibilidade aflorada. Sofrer quieta. Calar a veia dramática. Calar a inquietação. Suportar a injustiça e pior, a burrice. Ah, então ela não gosta de negros? Bem... Quem liga? Eu ligo. E em outros tempos, faria mil perguntas, tentaria entender e fazer com que ela entenda que somos iguais... Agora não mais. Cálice. De chá de carqueja. É amargo e ruim. Mas cura.

Claro que em algum momento explode esta energia contida. Perco o controle. A diferença é que agora sei com quem posso fazer isso. E então recorro a meus muros das lamentações e alegrias. Aqueles com quem posso ser eu mesma. EU, assim, total e completamente imperfeita. E me aceitam. E me criticam. E discordam. E me fazem chorar e rir, eles mesmos imperfeitos. Os dois mais freqüentes: Gerson e Nan nan. Eu os admiro só por agüentarem a mim como as minhas arrobas de incertezas, incongruências, incoerências.

E depois, mas não por último vem o mais freqüente dos muros: o papel. Este que me escuta falando, como que sendo ele a voz de minha própria consciência. Que grita mesmo calado, no instante em que torna concreto o que penso e me faz ter cara a cara com o que sou e penso.

Quisera eu que minha mão pudesse acompanhar o ritmo do meu pensamento. Ou não. Talvez fosse obrigada a concretizar coisas inconfessáveis. Mas, a despeito do meu querer, flui. É inevitável. Ao escrever saem as angústias. Os demônios e os anjos tocando harpa.

Este texto é prova disto. Era para ser sobre manias. Mudei o rumo. Mudei o ritmo. Mudei o tom. Não pude evitar. Não sou linear. Nanda e Gerson que o digam. Vivo em constante mudança. Sou lunar.

E este, digamos que é um ode aos que me amam, uma vez que sei que não é tarefa fácil. Tenho duas coisas velozes, que fluem antes da percepção: o pensamento e a língua. Quando vi, já falei ou pior, pensei. E é nesta hora que olho para vocês e sou compreendida. Com um olhar, com o não dito. rsrs

Ai, cansei. Vou sambar. Hoje é domingo e vou expulsar esta energia sambando.


Em tempo: este texto foi escrito na manhã de domingo, 3 de agosto de 2008.
Moral: Quer ser feliz? Tenha amigos. Sobretudo aqueles que são de verdade amigos. Que te levanta do chão. Que te apóia e critica. O de todas as horas. O amigo de fé irmão camarada. E ah! Como ninguém é de ferro, que tenha uns amigos coloridos srsrsr.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Indecisões[Nanda]

É esse título resume bem essa situação...
Como pode alguém querer tanto algo em um dia, caso de vida ou morte, sabe?
E no outro, a pessoa olha e diz: como é que é? Não entendi!!Eu queria isso?
Afff!Uó
Porque tanta indecisão meu Deus!!Que coração inconstante é esse hein?
Quem descobrir a solução pra isso avisa urgeeeeeeeeeeeeeeeeeeente!!
Não sei porque mas as vezes penso que isso é um surto!!Querer e não querer!!
Dá pra entender? Não né?!!Pois é nem eu entendo!!!

Ah quer saber de uma, deixa pra lá, tudo besteira!!!Perca de tempo mesmo...
Pra que ficar se preocupando com coisas do coração?Agir com a razão é o melhor mesmo...será?
Aiiii desistooooooooooooooo...indecisões!!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Dia dos Azarados...ops,dos Namorados! [Dri]

Dia dos namorados. Data memorável. Todos apaixonados e querendo de alguma forma mostrar o quanto o outro é especial. Eu, lógico, tive que fazer o mesmo, afinal, um mês e alguns dias de namoro precisavam de um toque romântico ou algo do tipo. Pensei numa surpresa, adoro surpresas, adoro fazer e receber surpresas. Tive a seguinte idéia: ir na avenida sete, comprar o presente do namorado e depois ir no trabalho dele e entregar na sala dele. Para que desse certo, liguei para Eliete (colega de sala dele) e ela topou ir me buscar na entrada do trabalho e me levar até a sala dele. Não é tão complicado né? Simples. A não ser por alguns fatores: falta de atenção e falta de sorte (ou até excesso dela).
Fui à avenida sete e rodei aquele lugar procurando algo interessante. O engraçado é que quando tenho esses dias macabros, as pessoas que encontro, são sempre extremamente gentis. Fui até paquerada... por uma mulher!Depois de conseguir comprar os presentes do Xuxu (e de quebra comprar um cd do Nando Reis para mim), fui para a estação da Lapa pegar o ônibus. Lucas me disse que o trabalho dele ficava ao lado da Jorge Amado, mas não sei por que fiquei com o CAB na cabeça, acho que porque ele já trabalhou lá e foi mais fácil gravar CAB do que IAT. Uma japa, muito simpática por sinal, me deu todas as instruções para descer na Jorge ou no CAB. Perguntei ao cobrador e ele me disse que seria melhor descer no Extra Paralela e pegar um ônibus que entrasse no CAB porque além de grande ele era muito perigoso. Assim eu fiz. Desci no Extra e liguei para Eliete. O celular dela chamava e não atendia, o da amiga dela também, então tive que ligar pra sala, com um medo danado que Lucas atendesse. Pra minha sorte outra pessoa atendeu e me passou pra Eliete. Expliquei onde estava e perguntei como chegava lá. Quando uma outra pessoa ia me explicar, a ligação caiu. Quando liguei de novo, o intrometido do Lucas atendeu. Massa! 1 x 0 pra ele. Dei meu jeito. Perguntei qual ônibus pegava pro CAB e disse que precisava estar lá ano passado. O rapaz do ponto me disse pra pegar um ônibus e descer no posto 2 e de lá pegar outro. Obedeci de novo. Chegando no posto 2, encontrei um cantor de arrocha.
Essa figura merece um parágrafo. Ele tinha aquele cabelo que eu poderia chamar de liso forçado, é quando a pessoa passa tanto creme que o cabelo acaba ficando esticado. Perguntei pra ele onde era o CAB e ele me disse: ó,ta vendo aquela entrada ali, aquela...pera deixa essa bozenga de buzu sair da frente...ah sim, ali, tá vendo? Pega um buzu na entrada daquela bagaça e vai, vai até onde você quer ir. O melhor dele, eram as caras e bocas.
Atravessei a rua xingando os sinais daquela paralela. A miséria do semáforo só começava a contar os 90 segundos quando eu chegava perto dele, parece que estava testando minha paciência. Contei até 10...20...30...opa,99! Atravessei e parei no ponto na entrada do CAB, só que achei que fosse demorar demais então fui andando. Andando e ligando pra Lucas pra saber onde ele tava. Cheguei no prédio da Secretaria de Educação (lugar que eu tinha certeza que ele trabalhava), e perguntei para os seguranças se conheciam algum Lucas, um começou a procurar em uma lista de funcionários e outro, baseado na descrição de Lucas que fiz pra ele, começou a procurar por ele. Quando percebi, tinha mobilizado os dois únicos seguranças do local a me ajudarem a achá-lo. Até que um me sugeriu que ligasse pra ele e dissesse que tinha mandando uma encomenda, mas que o rapaz não conseguia achar o lugar. Liguei e desabei com a resposta: ah amor, to na faculdade. Os dois ficaram com pena de mim. Desci andando o CAB todo de novo, atravessei as mesmas pistas e peguei um ônibus para a Jorge Amado. Assim que peguei o cobrador disse que ponto era o próximo. Nadei dentro do Trobogy. Desesperada, comecei a gritar pro “motô” me esperar, outras pessoas também gritavam. Estava à beira de um ataque nervoso. Estava desde 14hrs na rua, andei feito um jegue, suei feito um cuscuz, pro “motô” arrastar?! Nem pensar!
Desci na faculdade e liguei pra ele dizendo que o rapaz que ia entregar a encomenda estava na recepção e não estava conseguindo entrar. Ele disse que ia descer. Fiquei esperando na entrada principal, toda animada e pensando “Passei por tudo isso, mas a surpresa vai dar certo”. O filho da mãe (nada contra a minha sogra) desconfiou...e saiu por outro lugar, me pegando por trás. Sim, essa era a parte que eu chorava e dizia como sou lascada de tanta falta de sorte. Mas me acalmei quando vi Lucas com o sorriso mais bonito, e, mesmo que tivesse desconfiado, tinha gostado de me ver ali. Aquele sorriso me desarmou e fez com que toda essa aventura, no final, valesse muito a pena.
Para os que não estão dispostos a essas loucuras, meus pêsames; para os que as fazem sempre, meu parabéns: o sorriso de quem a gente gosta, apaga toda sensação ruim, toda dor e todo pensamento de “nunca mais faço isso”.
P.S.Ele trabalha no IAT que fica mesmo ao lado da faculdade Jorge Amado. Ele trabalhou na Secretaria de Educação no CAB (onde fui) há alguns anos. Pequena confusão!

Cada um com seu cada qual [Dri]


Nunca aquele ditado que diz “Deus deu a vida para cada um cuidar da sua” foi tão verdadeiro. Tenho passado por situações complicadas nos últimos dias em decorrência dessa mania, diga-se de passagem, “insistente”, do ser humano de querer se meter na minha vida. Querer não, de se meter mesmo na minha vida!
Com essas últimas experiências aprendi o quanto é importante que lembremos duas coisas: que somos passíveis de erros e...QUE CADA UM CUIDA DA MERDA DA PRÓPRIA VIDA!
Não vai adiantar colocar o dedo na cara daquele que, do seu ponto de vista, cometeu um erro, mas na frente isso vai acontecer com você. Não sabemos da vida de cada um, do seu meio, do que cada um vive. Somos diferentes, Deus nos fez assim e se quer mesmo saber...foi a melhor idéia que ele teve!Porque eu odiaria ser igual às pessoas que mandam mensagens anônimas para dar lição de moral!Cá entre nós: qual a credibilidade que uma pessoa dessa tem?Ela nem tem coragem de mostrar a própria cara, como posso ouvir qualquer coisa que ela diga?Sei que não deveria me estressar, ligar o botão do foda-se e ser feliz, mas acho importante que vocês entendam o quanto se faz necessário, honestidade e clareza.
Cometi dois erros: não ter sido honesta no momento que era pra ter sido e ter confiado demais em muita gente. Pessoas... pessooooas... selecionem o mínimo de pessoas em quem confiar, se quiser pode ser uma pessoa só, você corre menos risco de ser apunhalado, e se for...você já sabe quem foi!
Alguém pode pensar... ”Ela está desgostosa com a vida... mal amada...”, é estou sim, e escrevo isso na esperança que as pessoas que me dão alguma credibilidade não precisem passar por isso. E não assino como “anônima”. De clichê já basta esse texto de pessoa mal comida.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Falta ética [Nanda]

Sensacionalismo ou jornalismo? É o que se questiona de programas populares na Bahia como o Se liga Bocão (TV Record), Balanço Geral (TV Record) e Que venha o Povo (TV Aratu). Mãe desesperada porque mataram seu filho inocente, aquele que precisa de uma cadeira de rodas, criança abandonada pela família sem ter aonde ir, o que passa fome, a que precisa de uma dentadura, de um emprego, enfim uma série de questões assistencialistas que esses programas insistem em definir como jornalismo.

O papel desta profissão é buscar a verdade e através dela construir uma discussão. Há quem diga que esses programas são jornalísticos porque vão em busca da realidade e a trazem à tona. Utilizar a miséria alheia em busca de fins mercadológicos é o papel ético que o jornalismo deve assumir? A ética precisa fazer parte de toda e qualquer profissão e no jornalismo, por se tratar de uma prática que envolve a vida das pessoas ela precisa marcar presença. É sensacionalismo, sim, trazer uma mãe “em estado de choque” para frente das câmeras e fazer com que ela conte como foi que mataram sua filha de quatro anos em frente à sua casa.

A falta de compromisso com os princípios éticos da profissão é grande, a exemplo disso, na estréia de seu programa, Casemiro Neto (Que Venha o Povo) foi pego, inesperadamente, rindo das pessoas que conversavam com Zé Bim nas ruas em busca de assistência. Estamos falando de exposição da realidade ou de ridicularizarão da miserabilidade em que vivem as pessoas mostradas na tela por estes programas? De fato a mídia preocupa-se cada vez menos com a informação e busca o entretenimento.

Distribuir ovos de páscoa na cadeia aos presos foi o estopim da busca pelo assistencialismo, e, pior, mostrar que os detentos não aceitaram a “boa ação” foi com toda certeza uma informação que vai mudar a vida do povo baiano.

O que vai agregar a vida das pessoas saber que presos se recusaram a receber ovos de chocolate na Páscoa? Nada. O dia em que as pessoas acordarem para realidade nenhum destes programas vai alcançar picos de audiência. Porque o jornalismo tem como função produzir um conhecimento e não alienar seus telespectadores, neste caso.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

O show do jornalismo [Dri e Nanda]

O caso de Isabella Nardoni, 5, que chocou o país, ganhou força graças a mídia que assumiu mais uma vez o papel de promotora de justiça. A garota supostamente assassinada pelo pai e madrasta (Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá) é conhecida, hoje, por todos os brasileiros. O desejo da grande maioria é que se faça justiça àquele ser inocente.

O que devemos nos perguntar é se a nossa imprensa pode se colocar no patamar de julgar e condenar antes mesmo que os responsáveis de direito (promotores e juizes) o façam. Porque o que se viu desde o começo da divulgação do caso foi o direcionamento dos meios de comunicação a fim de condenar o pai e a madrasta de Isabella. E se eles fossem inocentes? Não estamos aqui para defendê-los e sim, para analisar a forma como a nossa imprensa costuma apelar ao sensacionalismo.

No filme O Quarto Poder de Costa-Gravas, nota-se a mídia, de novo, fazendo esse papel de juíza. O nome do filme já trás o porquê dessa prepotência desmedida. A mídia acredita ser o quarto poder do nosso sistema democrático. Onde estão os conceitos de imparcialidade, de que nossa função aqui é informar e não manipular? Somos formadores de opinião e não colocadores de cabrestos. O filme de Costas-Gravas mostra o quanto se pode errar (e até matar alguém) só pela ânsia de audiência, promoção e bons salários.

Certo. Melhor não compararmos o caso de Isabella com um fato fictício. E a Escola Base? Considerado “o maior caso de erro, leviandade, falta de ética ou coisa parecida que já aconteceu na imprensa brasileira na falsa acusação de pessoas inocentes” por Rogério Duarte, mestre em Direito. Trata-se aqui de uma denúncia de abuso sexual contra crianças desta escola. Aconteceu também em São Paulo e repercutiu no Brasil inteiro, em 1994, fazendo com que o prédio da escola fosse invadido e destruído. Além disso, a mansão onde os supostos abusos aconteciam foi descoberta e o proprietário foi desmoralizado em público. O que deveria ser apurado e tratado com ética se transformou em novela, em que todos queriam saber qual seria o próximo capítulo.

Qual o preço disso? Transformar a vida de um sujeito “de bem” em um verdadeiro inferno? Imagina - se o que os estudantes de jornalismo devem estar pensando vendo esse caso de 14 anos atrás se repetir: Vou estudar quatro anos, me formar, correr atrás de um bom emprego, para no final perceber, que bastava saber “falar mal dos outros” e ter um pouco de influência para estar apto nesse mercado jornalístico. Porque como diz Roger Garaudy: “A maldição do fatalismo reside no fato de que basta acreditar nele para que ele se torne real”.

E a almejada imparcialidade onde fica? É, de fato, parece que ela está cada vez mais distante dos jornalistas. Alguns costumam dizer aos “focas” (jornalistas iniciantes) que imparcialidade só se estuda quando está na faculdade mesmo, na realidade, ela passa bem longe do cotidiano destes profissionais. É por isso que a população esta pré-disposta a ver casos da vida humana tratados de forma tão sensacionalista e desprovidos de compromisso.

A prévia condenação de Alexandre e Ana Carolina pela imprensa brasileira prova que a sociedade nesse país tem que pensar de acordo com o mercado midiatico, sem ao menos, poder tirar suas próprias conclusões. É a mídia dominando todo um público, tratando o povo brasileiro como verdadeiros “hommers” não é mesmo William Bonner?

quarta-feira, 9 de abril de 2008

O olhar...o fotografar...


Maravilha é esse momento!

Quando você vê algo que desperta seu interesse, ajusta o zoom, o foco e a fotometria, faz o enquadramento...não,não é assim...sim,desse jeito é melhor!

Maravilha é o ter o poder de parar o tempo, nas suas mãos. Ter o poder de guardar para sempre aquele gesto único, aquele sorriso inigualável, aquela tristeza visceral. Nada no mundo é tão especial, seja no negativo, seja nos recursos digitais, ela se faz incomparável.

Fotografar é paixão. É ver o que ninguém mais no mundo vê. Só você vê significado, valor. É sentimento transbordando através de um click.

É igual à frase que vi no álbum de uma colega de profissão:

"Seu amor e seu medo: é isto o olhar."