sábado, 1 de janeiro de 2011

Feliz ano novo!




Que 2011 nos traga BOAS surpresas! 
Dri-k, Nan Nan... AMO VOCÊS!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Tirando as teias[Glauce Luiza]



Pois.

Eu mudei, o blog mudou. Tínhamos abandonado mas nunca é tarde pra retomar. Aos poucos voltaremos à programação quase normal. 
A idade passou. A amizade, NUNCA.
Chorei na formatura delas, elas choraram na minha. Rumos diferentes de corações completamente entrelaçados. 
Um ano novo se inicia. Sei lá quantos temos de amizade. A julgar pela cumplicidades, desde que nascemos.  Ou antes.
Sei lá sobre o que escreveremos. Infortúnios? Alegrias? Certezas? Certo mesmo é que a vida continua aprontando surpresas. Boas e ruins. 


"Mudaram as estações, nada mudou

mas eu sei que alguma coisa aconteceu
tá tudo assim tão diferente..."
(Cássia Eller)


Embora mudanças não signifiquem evolução, percebo que nós mudamos. Felizmente as boas coisas permanecem, a exemplo de nossas preciosas línguas do kão. Continuamos por aí largando o doce. 

E voltamos. 

Pra quem não nos conhece,


Prazer, Sindlink (Foto tirada em minha formatura)


EM TEMPO: Sim, comemorei em um bar. Quer lugar melhor? ADORO. Foi em um dia de semana mas lá estavam elas(e o gostoso de Evalevu) filando trabalho e afins pra me prestigiar. Choramos. Foi lindo.
Pra você que pensou sacanagem quando viu o título deste post: FANFARRÃO.


Declaro oficialmente reaberto esta bagaça. 

quarta-feira, 10 de março de 2010

Falsidade x tudo o de melhor do mundo [Dri]


Problemas todos temos. Lidar com gente sempre foi muito difícil. Acho que por isso que queria fazer Biologia ao invés de Jornalismo. Porém, uma coisa que não concordo e espero nunca ter que concordar para sobreviver, é que precisamos ser falsos para crescer, para ser aceito. Se for assim, vou me mudar para outro planeta (quem me dera isso fosse possível...). Deus criou tantas qualidades admiráveis para serem usadas e estamos usando justo um dos mais desprezíveis defeitos existentes. Nunca é tarde para deixar cair a máscara.

Eu sou é do time de Rousseau: "A falsidade é susceptível de uma infinidade de combinações; mas a verdade só tem uma maneira de ser."

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia da Mulher- Todos os dias do ano! [Dri]


Sou péssima para escrever poemas e mensagens tocantes, além do que seria super suspeito uma mulher falar das mulheres. Por isso deixei Pixinguinha falar de nós como poucos conseguiram!
Rosa
"Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do Onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer"


Feliz Dia da Mulher,guerreiras!

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ah,dia 30 de janeiro...[Dri]

Dia 30 de janeiro foi o dia da saudade. Aí está um dia que todo mundo sabe que é seu. Alguém já perdeu uma pessoa querida, seja para sempre, seja para outra pessoa. Nós sempre sentimos saudade. Saudade de bons tempos, saudades da infância. Nossa! Que saudade da minha infância!Tenho muitas recordações e é muito provável que muuuita gente tenha saudade dessa época em que não existiam preocupações, ou melhor, existiam. Nossa única preocupação era que horas poderíamos sair para brincar, medo de ser achado no esconde-esconde, medo de dentista, de injeção. Muita saudade desse tempo.
Saudade de vários outros momentos eu tenho também. Saudade do meu primeiro grau no colégio O Delta onde dei meu primeiro beijo, fiz meus primeiros melhores amigos, fui para a primeira prova final. Foi onde conheci o professor que se tornaria um grande amigo e que eu encontraria constantemente nos corredores da faculdade, não como professor, e sim, como aluno. O Delta. Os melhores amigos vêm comigo até hoje, nos encontramos na folia do Carnaval, no ônibus ou no final do jogo do Bahia. São todos queridos apesar do tempo, esse danado que insiste em correr depressa, nos ter afastado.
No final do primeiro grau, mudei de colégio, ganhei mais amigos e mais um momento para ser lembrado. Colégio Cearense (apesar do nome, é em Belém do Pará). Foram muitas as recordações, os micos, as paixonites. Muitas emoções. Muitas andadas até a biblioteca para fazer trabalho e em seguida ao shopping para ver CDs. Esse ano foi particularmente especial. Fiz amigos para a vida toda e perdi um para a vida toda. Um ano de preparação para o segundo grau, com experiências de quem já estava lá. Além de ter sido o ano em que passei na minha terra, agarrada na barra da saia da minha família. Se pudesse voltaria no tempo só para sentir o cheiro das mangueiras, do tacacá. Se pudesse queria só ouvir de novo a voz da minha avó depois de voltar do colégio, poder ter minha família completa no meu aniversário. Saudade. Saudade disso tudo.
Porém, como todo mundo, continuei a andar e cheguei até um ponto crucial da minha vida: o CEFET. Onde fiz todo meu segundo grau, onde conheci mais alguns dos meus melhores amigos, onde conheci os melhores professores que já vi (até agora), onde tive as experiências mais intensas (tanto boas quanto ruins), onde conheci a parceira do meu TCC e as minhas companheiras de blog. Muita para três anos né? Mas acredite: no CEFET eu vivi uma vida e cresci proporcionalmente a essa vida. Hoje estou na faculdade, mas nunca vou sentir falta dela como sinto desse meu maldito e abençoado segundo grau. Transformou-me na pessoa que sou hoje (e olhe que não sou uma pessoa má, rsrs) e me fez descobrir que sou muito mais do que vejo no espelho.
Hoje, terminando a graduação de jornalismo, fazendo meu Trabalho de Conclusão de Curso, olho para trás e vejo tanta coisa da qual sinto falta e imagino como vai ser cruel o passar do tempo, pois a cada dia passado, terei mais coisas para sentir falta.
O que posso fazer é aproveitar cada segundo com a pessoa querida, com o amigo que não vejo sempre, aproveitar cada momento, cada instante. Minha ex-madrasta (da qual morro de saudades também) já me dizia: “Viva um dia de cada vez e faça dele uma verdadeira obra-prima”.

domingo, 14 de junho de 2009

Lá vem o cara do mingau... [Nanda]

Mais um caso inusitado esta semana. Em pleno sábado a tarde eu estava no supermercado com minha irmã. Tínhamos ido em busca de algo e não encontramos. Tudo bem. O jeito era voltar pra casa mas eis que quando estávamos indo em direção a saída o anunciante do supermercado falou "temos deliciosos mingaus aqui na confeitaria, quem quiser pode dar uma passadinha e conferir a novidade".


Aí nos entreolhamos e resolvemos provar o tal mingau. Enquanto esperávamos ser servidas o "cara do mingau" parou de anunciar os produtos e ficou a nos olhar. Bem, pensei "deve ser impressão minha". Não, não era. Ele não parou de olhar pra gente até que pagamos e fomos embora rindo daquela situação. Mas o pior não foi ele ter parado de anunciar enquanto estávamos comprando. Quando saimos do tal estabelecimento minha irmã disse "ó paí, o cara do mingau veio atrás da gente...". Eu comecei a rir mas pensando que ela estava brincando. Ainda disse "deixe de ser besta menina, pare de procurar resenha". Aí ela" oxee menina eu estou falando sério, olhe o cara do mingau parado ali olhando pra gente de novo".


Acreditem ele tinha mais uma vez parado de anunciar e pior tinha deixado o posto de trabalho dele e foi até quase o estacionamento do mercado e ficou parado nos olhando. Eu juro que não acreditei no que estava acontecendo. Era muita cara de pau. Agora veja ele não tinha o que fazer não?Tinha sim. Deu vontade de perguntar "venha cá meu filho você perdeu alguma coisa aqui com a gente?". Mas vai que eu pergunto e ele responde que sim. Preferi ir embora gargalhando daquela cena. Mais uma pra semana. Rai ai viu!!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

No busu - Tem é gente sem noção!! [Nanda]

Caramba tem dias que te acontecem umas coisas inacreditáveis!!Pois bem...estava eu saindo da faculdade e indo pra casa depois de um dia super cansativo. Eu tinha acordado 5h30 para ir ao estágio, depois fui para o outro estágio de tarde, e de lá direto pra facu, não parei nem pra respirar direito.


Mas enfim, só estou mostrando a minha situação para que entendam o que me aconteceria no final da noite quando eu voltava, finalmente, pra casa. Quase 22h e eu esgotadíssima. Entrei no ônibus e procurei logo um lugar na frente pra sentar. Beleza, tinham duas cadeiras vagas lá na frente atrás daqueles lugares reservados para idosos e deficientes.


Me sentei no corredor e fui "viajando". Fazendo uma retrospectiva do meu dia, até que entrou um daqueles baleiros "desculpa incomodar o silêncio da viagem de vocês...". Poxa, logo pensei "nossa uma hora dessas e esse cara trabalhando ainda...meu Deus", mas tudo bem voltei a "viajar" nos meus pensamentos até que em frações de segundos me apareceu um ser sem noção que me leva a escrever esse post.


"Licença, deixa eu sentar aí no canto", disse o sem noção. Eu levantei e o deixei passar. Quando dei por mim ouvi uma coisa " me dê esse amendoim do verde, quanto é?". O baleiro " é cinquenta". Aí entra a parte do meu "como é que é? não entendi!!". O sem noção "Você quer do qual, do verde ou do amarelo?". Sim, ele estava a falar comigo como se me conhecesse há anos. E eu como odeio gente atrevida fingi que não estava ouvindo.


Cara de paisagem. Foi o que eu fiz. Sabe como é?Você faz como se não fosse com você. Ele falando e eu permanecia com minha cara de paisagem. Aí ele "Você não quer amendoim?Tem chocolate, você gosta de chocolate?Escolhe aí o que você quer". E eu agindo como se não tivesse ninguém ao meu lado. E ele insistente, continuava a perguntar se eu não queria nada, aí eu, pra acabar com aquela palhaçada disse "não, muito obrigada", sem nem olhar pra cara dele.


Até que o sem noção pagou o amendoim que tinha comprado, liberando o pobre baleiro, que devia estar sem entender nada. Quando o vendedor saiu o sem noção "desculpa, eu só estava tentando te agradar". Respondeu você que não estava lá?Assim eu o fiz. Mais uma vez cara de paisagem pra ele. E...


Não, ele não se tocou. "Poxa suas unhas são lindas, bem pintadas, isso é sinônimo de que você é organizada". Pense aí? Eu só queria chegar em casa, não tinha nem condições de dar uma "queimada" naquele idiota. Preferi continuar calada e rezar pro motorista acelerar pra que pudesse chegar logo. E Deus ouviu minhas preces, eu desceria a dois pontos...e enfim estaria livre daquele sem noção. Aff!!

domingo, 7 de junho de 2009

Em um dia chuvoso de domingo, ou do aniversário da minha querida arengueira Mor. [Galuiza]



Em seu último post, Nan Nan me convidou...

Só que depois dessa notícia não desanimamos. Já que não tem forró vamos sair para outro lugar. Um cineminha?!Sim, ótima opção. Como estava tarde poderíamos pegar a última seção. Tá. Parada na praça de alimentação para o velho e bom lanche e depois assistir a : Divã. Muito bom, recomendo.

Coisas aconteceram nessa ida ao shopping, mas elas merecem um post especial que eu vou deixar a cargo de Gal.(risos)



E eu que nã sou de omissão, vim representar e contar os bastidores da noite. hehehe Lá vamos nós. Segurem-se.


Ela me chamou e eu vim rsrsrs. Vim contar das coisas que aconteceram em um dia chuvoso de domingo, quando após um show cancelado, resolvemos ir ao cinema.





Tuco começa com 4 meninas, uma delas de calça brança chapinando na chuva até chegar ao frio extremo do shopping.



Uma delas- eu- veste roupa transparente e está sem capote. Claro que não há um ser do sexo masculino interessante e sozinho no recinto. Decidida, a garota resolve se divertir. E é aí onde reside o perigo.





Depois de meia hora esperando Nan Nan na Oi(a meliante que me convocou a contar nossas aventuras), than rann: não tinha o que ela precisava. O que ganhamos de brinde? Mais 20 minutos em outra loja da Oi. E sem resolver o problema. ¬¬

Pois bem, nada de stress. É aniversário de Vanessa e com din din ou sem din din queríamos mais era curtir a noite. hehehe

Notícia boa: sim, nosso dinheiro seria devidamente devolvido - me livrei de uma noite de forró e sertanejo, vi um bom filme e ainda tinha dinheiro pra ganhar... ai ai, isso não tem preço!


Ingressos comprados, vamos comer. Subway, Delíciaaaaaaaa=)


Come Galuiza!

Um Melt 15 com direito a torta gelada de sobremesa Hummmmmmmm...
(ao lado minha foto com cara de bunda mal lavada e olho torto., d lado de Nan Nan, modelo até comendo. A outra foto que ela tá feia e eu aceitável, não deixou publicar. Vaca.)





E enfim, quando chega a hora do cinema, cadê Vanessa? Sumiu. Era a última sessão , e a gente rodando no shopping atrás daquela pirininja.


Enfim, depois de eu ter comprado e comido M&M's(sim, eu tava comendo que nem lontra aff), dona mocinha aparece pra fazer a noite fechar com chave de ouro.




Onde Gal está, o mico NECESSITA estar presente. O mico me ama. Nosso caso de amor é antigo.
E tenho certeza que foi ele, sabendo do meu amor recolhido, que soprou no ouvido de Vanessa que tínhamos que tirar foto com o cartaz do Wolverine. E é CLARO que eu aceitei né chuchu?


Lá fomos nós, bem lindas, sob os olhares atentos e risos do pessoal. De início eu fiquei com receio mas quando olhei aquele casal sentado com roupa de cowboy na mesa, pensei comigo: FODA-SE. Quem são eles pra rirem de nós? Estão em pleno shopping com esta roupa ridícula. No mínimo foram pro Wet e viram lá que cancelaram o show e daí vieram pra cá. Eles rirão de mim e eu deles. Quem se importa?


E lá fomos eu e Vanessa, tirar as nossas fotos com o gostoso do ator que faz Wolverine.


Ao voltarmos, Nan Nan sentencia: o casal que tava de frente, e que tinha acabado de passar pela gente tava morrendo de rir. Pirei. Porraaaaaa! Como não me chama numa hora destas? Vê se eu ia deixar uma ninfeta patricinha de merda e seu chaveirinho de celular portátil me zoando? Ai que raiva. Nem pra terem esperado. Daí ia ser o barraco do ano no Iguatemi.


Mas eles não esperaram a "arengueira mor", Vanessa voltar. kkkkkkkkkk Se safaram.

Fila do cinema. Belo. E eu ali. entrando. Olhei o cartaz, o cartaz olhou pra mim. A máquina estava na minha mão e achei aquele cartaz lindo. Nan Nan me olha com cara de"não acredito que você vai fazer isso sua cara da porra" . Mas, no meu rosto já brilhava o olhar sapeca que diz: "vou sim".


Acho engraçado como eu e Nan Nan nos entendemos com olhar. Ela olha pra mim, eu pra ela e segundos depois caímos na garagalhada. Ou ela me passa um daqueles olhares que diz, "porra se eu não fosse sua amiga morreria de vergonha de estar do seu lado" kkkkkkkk. Mas ela me ama mesmo assim que eu sei.

Pois, saquei a máquina e thac! FOTO do pôster(não achei aqui, posto depois).

Quando eu olho pro lado, as meninas já tinham entrado, me deixando sozinha com o meu precioso amor - o mico. Entrei digninamente no cinema. Nunca antes a expressão "corada" caiu tão bem em uma pessoa. Vocês podem não saber como um tímido pensa, mas embora não fosse verdade, parecia que todos os pares deolhos do cinema estavam em mim. Será que eles estavam vend que a despeito do meu andar rebolativo e triunfante eu estava querendo virar uma ema e enterrar a cara no chão? Nem sei. Cheguei a meu lugar e vi na escuridão a expressão de Nan Nan ao olhar minha cara de "aprontei heheheh": "sua nigrinha, sente aí e para de me fazer andar com este seu namorado tosco !( o mico)"




O casal que tava do meu lado queria namorar. Eu olhei bem pra mulher e disse: tem alguém aqui moça? E ela tirou a bolsa. Rei, se o olhar dela tivesse raio laser eu não estaria aqui escrevend isso.
Sentei e ri como uma hiena. O filme é ótimo e eu super comentei com Vanessa. A dondoqueinha fez xiiiiii pra mim. Este foi o momento que suguei o poder dela de ter mira de raio laser no olhar e devolvi. Claro que com um comentário mordaz que logicamente não lembro agora mas que despertou o riso de algumas pessoas, inclusive o do namoradinho dela.

Oxe, é assim é? Rio mesmo nesta porra. Cinema não é lugar de namorar não. Alugue o filme e veja em casa, na cama com seu dito cujo oras! Cada uma... Fresca¬¬

Juro que pensei isso tudo, mas não disse nada.

Bem, a noite valeu. Voltamos triunfantes e de quebra eu ainda tirei algumas lindas fotos de meu pé(dia desses eu escrevo sobre eles ).


Vou ficando por aqui, com a lembrança de que aquela foi uma noite linda e feliz. Nada como ter amigas...


Em tempo: Sim, eu tenho as melhores amigas do mundo inteiro.


Mico, te amo meu amor!!!









Tem coisas que só acontecem comigo[Galuiza]

Domingo. Dia de pura maresia. Todo o dia é um saco.
Um grande amigo no msn, reclamando do mesmo tédio que eu.
BINGO! Chamei pra jogar.
E então...


ॐ Luiza ॐ diz (20:58):
psiuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu
ॐ Luiza ॐ diz (20:58):
quer jogar?
nkljhiy0i8- diz (20:59):
oi
nkljhiy0i8- diz (20:59):
o que?
ॐ Luiza ॐ diz (21:00):
n sei
ॐ Luiza ॐ diz (21:00):
qualquer coisa!
yay diz (21:01):
tu tinha q gostar de jogar outras coisas
yay diz (21:01):
joguinho de tiro :P
yay diz (21:01):
hauhauah
*
* yay está convidando você para iniciar a opção Damas. Deseja Aceitar (Alt+C) ou Recusar (Alt+Z) o convite?
*
yay diz (21:01):
damas, eu sei que tu odeia
*
* yay está convidando você para iniciar a opção Damas. Deseja Aceitar (Alt+C) ou Recusar (Alt+Z) o convite?
*
* yay cancelou o convite para iniciar a opção Damas.
*
* Você aceitou o convite para iniciar a opção Damas.
*
ॐ Luiza ॐ diz (21:01):
ahahaha
yay diz (21:40):
rsrsrs tu se esqueceu que a gente ia jogar é?
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
eitaaaaaaaaaaaaa
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
kjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
:$
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
(morrendo de vergonha)
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
VERGONHA
ॐ Luiza ॐ diz (21:45):
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
yay diz (21:45):
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ॐ Luiza ॐ diz (21:46):
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
ॐ Luiza ॐ diz (21:51):
vc me desculpa?
ॐ Luiza ॐ diz (21:51):
VERGONH
yay diz (22:14):
haiusehiueh
yay diz (22:14):
aham
ॐ Luiza ॐ diz (22:14):
aêeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee


Sim, eu esqueci que chamei ele pra brincar. ahahahahahahhaha Acho que a lerdeza é defeito de fábrica....







Em tempo: É por estas e poroutras que eu amo esta pessoa maravilhosa... Que entende as minhas lerdezas!!



segunda-feira, 25 de maio de 2009

Um dia e tanto [Nanda]

É hoje. Sim havia chegado o dia do aniversário da minha maninha. Ela tinha programado fazer algo diferente. Nos anos passados costumávamos sair com a família para jantar em algum lugar. Esse ano ela quis inovar Vimos uma festa que cairia no mesmo dia do seu aniversário. Pronto. Programação definida. Um show de forró, sertanejo, axé e pagode. Uma mistureba só, mas que deveria ser bom no final das contas.

Beleza. Ingressos comprados e roupas também. Pois é tínhamos saído nesse dia, logo cedo, para comprar os looks da festa. Tudo arrumado. Mas tinha um detalhe: o dia estava chuvoso, mesmo assim não desanimamos. Queríamos sim dançar “gatinha cê gosta mais de red label ou ice?” Só que não contávamos com os imprevistos.

Almoçamos todos juntos, família e amigos e ficamos em casa a conversar por toda a tarde. Meus pais para variar preocupados com nosso programa de logo mais “vocês vão sair debaixo dessa chuva? Passar a noite nesse frio? Essa juventude eu não sei não”. Mas quem disse que estávamos preocupadas com tudo isso?

Queríamos mais era aproveitar a noite e dar boas gargalhadas com as figuras que encontraríamos nesse show. Claro, porque com essa mistura de ritmos com certeza nos "bateríamos" com seres no mínimo atípicos. As horas foram se passando e quando nos demos conta já estava quase perto do horário programado para o show começar.

As roupas já estavam separadas então tínhamos só que começar a nos arrumar. Só que como se uma voz me chamasse eu lembrei que uma amiga minha também iria a esse show e resolvi ligar pra ela para saber onde nos encontraríamos. Beleza. “Amiga e ai você vai pro forró?” “Que forró? Tá sabendo não é? O show foi cancelado por causa da chuva”.

Acredite. O show tinha sido cancelado e nós não sabíamos. Já estávamos quase indo a preparação quando fiquei sabendo da notícia. Agora pense comigo. Se eu não ligo pra minha amiga chegaríamos no lugar do show e daríamos com a cara na porta. Olha que programação massa!!

Só que depois dessa notícia não desanimamos. Já que não tem forró vamos sair para outro lugar. Um cineminha?!Sim, ótima opção. Como estava tarde poderíamos pegar a última seção. Tá. Parada na praça de alimentação para o velho e bom lanche e depois assistir a : Divã. Muito bom, recomendo.

Coisas aconteceram nessa ida ao shopping, mas elas merecem um post especial que eu vou deixar a cargo de Gal.(risos)

Só podia ser Gal [Nanda]

Sabe aquelas amigas que vivem no mundo da lua? Pois é eu tenho uma e essa tem horas que parece estar passeando por terras jamais exploradas anteriormente. Vou compartilhar com vocês a última feita dessa pessoa que eu tanto admiro. (risos)

Estava eu, em casa, a espera dela, que iria lá parabenizar a minha irmã (era o aniversário de Vanessa nesse dia). Gal como de costume havia se atrasado e já estávamos à mesa almoçando. De repente meu celular toca. Era Gal “amiga o Iguatemi está subindo o Garcia... mudou o roteiro foi?”

Bom, deixe-me explicar para vocês o que estava acontecendo. A empresa de ônibus Expresso Vitória tem duas linhas que servem para chegar lá em casa. Uma é a linha Iguatemi/Barbalho e a outra é a linha Ribeira/ Fazenda Garcia.

As duas linhas são da mesma cor, tudo igual só muda o nome no letreiro do ônibus. E fazem o mesmo trajeto até chegar em certo lugar do Garcia em que um sobe a ladeira saindo no final de linha da Fazenda Garcia e o outro desce uma ladeira chegando na Garibaldi. Ambos servem para chegar lá em casa sendo que o Iguatemi é o mais prático, pois descemos no ponto, atravessamos a rua e já estamos na minha casa.

Pois bem. Gal pensou que tinha pego o Iguatemi quando na verdade tinha pego o Fazenda Garcia. Pegar ônibus pela cor amiga? Não acredito. E pior achar que estava no ônibus certo e me ligar perguntando se o ônibus é que tinha mudado o roteiro?! Detalhe maior: ela queria reclamar com o motorista por não ter avisado da mudança do roteiro...

Pense no “king Kong” que ela iria pagar se eu não tivesse avisado: amiga você deve estar no Fazenda Garcia...pegou busu pela cor foi peste? Aí foi que ela veio me dizer: poxa amiga não tô enxergando o letreiro dos ônibus de longe... Acho que estou ficando míope, peguei pela cor sim!!

Pronto!Eu disse pra ela: desculpa amiga, mas isso vai virar um post. Depois disso quem sabe você para de pegar ônibus pela cor...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Apaixonada por ele [Nanda]

Hoje acordei fazendo uma retrospectiva da minha vida profissional e pensando no futuro dela. Desde o 2ª grau eu era apaixonada por jornalismo. Acho uma profissão fascinante. Você conhece pessoas de todas as classes, culturas, gostos, enfim, uma verdadeira miscelânia. E dificilmente cai na rotina. Coisa que me dá nos nervos.
Percebo a cada dia o quanto foi importante a escolha desta profissão, porque apesar de todas as dificuldades encontradas no meio do caminho, lá na frente o resultado é sempre positivo. Fico tão feliz quando chego em um lugar e sou recebida com um sorriso "nossa você é jornalista. Você que escreveu esse texto? Muito bom." Não tem dinheiro que pague a satisfação de ser bem reconhecida pelo seu trabalho.

É uma profissão que envolve muito glamour então as pessoas as vezes acabam te confundindo com um artista. Se você está gravando uma matéria televisiva a pessoa já te olha com um ar de " nossa ela é famosa". As vezes isso atrapalha, mas não vou mentir que tem vezes que dá uma felicidade ver as pessoas te olhando como se você fosse especial. É tão bom isso.

Pela minha timidez vou preferir ficar atrás das câmeras. Sou loucamente apaixonada por radiojornalismo e planejo para o meu futuro estar em um programa nessa área. É tão bom fazer o que se gosta. Parece que renova a cada dia. Não vou prosseguir. Só queria dividir com vocês a satisfação de ter escolhido a área certa. Coisa do tipo "o encaixe perfeito".

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tensão Pré TCC [Nanda]

TCC. Trabalho de Conclusão de Curso. O que essas três palavrinhas significam? Ahh meu bem um verdadeiro desafio. Me vejo no final do 6º semestre da faculdade (são 8 no total) e já tenho que decidir o trabalho que findará as minhas atividades acadêmicas.

Pois é com dois semestres antes já tenho que saber qual meio de comunicação vou utilizar e qual o problema quero responder. Tá bom pra você? Bom, bom, não tá, mas tá bom. Uma série de opções e você tem que escolher uma só. É como loteria.

Programa de rádio, ensaio fotográfico, programa de tele, documentário, livro reportagem, a velha monografia, enfim essas são algumas das opções de um estudante de jornalismo para mostrar ao colegiado que aprendeu tudo direitinho!!E quem sabe se você foi um aluno bacaninha esse trabalho não te serve como porta de entrada para o mercado de trabalho?!! Vai com fé que você consegue!!

Bom, depois de tanto pensar, debater e dar asas a imaginação eu, junto com minha dupla( sim, graças a Deus o trabalho pode ser feito em dupla - pelo menos tenho com quem dividir as maracujinas e chás de camomila que serão peças fundamentais durante o processo de construção do trabalho) conseguimos definir nosso problema de pesquisa...aêêêêê!!!! Congratulations garotas!!

Bom decidimos por fazer um documentário e ele envolve a questão da identidade de um bairro de Salvador...qual o bairro? Como assim identidade? Não sabia que bairro tinha RG. Ah ra!!Não contoo...afinal de contas como se não bastasse ter que escolher entre tantas opções o trabalho tem que ser inédito, ou seja ninguém pode ter feito nada do tipo antes.

Portanto maiores detalhes só no lançamento do nosso documentário que vai bombar. Podem esperar!!!Em 2010 vocês ainda vão ouvir falar de nós: Fernanda Borges e Driely Lago. Grave bem!!(risos).

terça-feira, 19 de maio de 2009

Tenho mais fases que a lua [Nanda]

Sabe aquela pessoa que um dia quer uma coisa mais que TUDO nessa vida e no outro parece ter esquecido que aquilo passava pela sua cabeça? Pois é faço parte desse grupo de “aluados”. Tem horas que nem eu consigo me entender.

Como eu posso em um dia querer um chocolate a todo custo e no outro eu dizer que estou enjoada dele? Como posso comprar uma blusa achar ela a coisa mais linda desse mundo e no outro dia eu dou ela pra alguém porque não era bem isso que eu procurava?

Será que tem algum médico especialista para isso? Quem souber me avisa. Estou pensando em procurar um porque começo a acreditar que eu não sou normal.

“Oxe, mas e daí? Quem é normal nessa vida que atire a primeira pedra. Até aqueles que se dizem os mais politicamente corretos se não tiveram irão ter um dia de “aluado”...”

Ah, não to nem aí pra isso. Prefiro ser assim a não ser. Complexa e única, assim sou eu. E quando o assunto é sentimento, eita aí é que o caldo engrossa. Um dia acordo a mais romântica de todos os tempos no outro me pergunto o por que de ter acordado assim no dia anterior...

Quer saber de uma? Cansei...tudo que eu mais queria era escrever esse post. Agora não quero me alongar mais...Volto quando estiver na lua cheia e aí quem sabe estarei mais disposta.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Ponto de ônibus [Nanda]

Lugar perfeito para acontecimentos no mínimo atípicos. Vamos lá, sábado, à tarde e lá vou eu indo pegar um cineminha. Desço a rua e quando olho para o ponto lá está ele vazio. Nem um pé de pessoa. Logo penso: que porra deve ter passado um busu agora, me ferrei vou mofar nesse ponto.

Dito e certo. Eu ficaria quase uma hora a espera daquele “transporte”. Mas enfim, o que quero compartilhar com vocês é uma cena que aconteceu durante essa minha longa espera. Estava sozinha no ponto ao passo que chegou uma coroa que devia ter seus 50 e poucos anos e já chegou dizendo:

-Tava ali no bar “cumeno” água.

Logo pensei: bom eu não perguntei nada pra ela, mas tudo bem vou ficar na minha. E a coroa continuou:

-É, hoje é sábado né minha “fia”, dia de cumê água, tava ali, no bar. Ó minha “fia” hoje em dia a gente não pode ser grossa com homem não, se ele procurar a gente tem que abrir as pernas. Minha mãe que me ensinou... eu conversava muito com mamãe sabe...

Rapaz não sei o que essa coroa tava querendo me dizer, eu tentei, juro que tentei, mas não deu, a medida que ela ia relatando suas histórias com os homens que passaram na sua vida eu caia na risada. Imagine só: eu atrasada, com meu amigo que já tinha chegado ao cinema me ligando para saber onde eu estava e eu ali a escutar as aventuras de uma bebum. Sei não viu.

Mas uma coisa eu fiquei pensando:

Poxa eu já acho que a minha geração está totalmente desregrada, todo mundo vivendo num oba oba retado, em que ninguém respeita ninguém (salvo raras exceções) e essa coroa vem me dizer que aprendeu essas coisas com a mãe...então pera lá a libertinagem vem de looooongas datas.
Enquanto eu travava uma discussão comigo mesma acerca disso a coroa me interrompeu:

Você sabe o que mais o “homi” gosta em uma mulher? É o cabelo. Tem que tá cheiroso porque aí ele chega dá uma “cafungada” minha “fia” e aí já foi... ele fica doido...você lava o cabelo bota aquela “seiva de alfazema” eita peste, o homi fica doido mesmo...aí é só abrir as pernas e pronto. Quando eu era jovem minha “fia” os “homi” vivia tudo atrás de mim. Sabe o que mamãe me dizia: é porque você é boa de cama minha “fia”.

Gente do céu eu só queria que meu ônibus passasse não agüentava mais aquela criatura enchendo os meus ouvidos com as vivências transloucadas dela. De que me interessava saber se ela era ou não boa de cama, se o homem gosta ou não de cabelo bem lavado eu só queria pegar meu ônibus e chegar ao cinema...era pedir demais?

Acho que não, Deus ouviu minhas preces e depois de contar toda sua vida finalmente a coroa resolveu pegar um ônibus e deixar as pessoas em paz, é porque a essa hora o ponto já estava cheio de outras pessoas, todas rindo do que a mulher falava, e ela achando que estava agradando...poupe-me dos detalhes sórdidos.

Assim que saiu as pessoas começaram a comentar...e eu não tinha nem graça pra falar nada só pensava no filme que eu assistiria: Lição de amor. Que na verdade me contradice tudo que aquela “doida” falou no ponto de ônibus. É posso até parecer uma romântica que acredita em ficção mas prefiro fantasiar um amor perfeito a pensar que a vida é um oba oba sem fim...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Um brinde à boa digestão!

Luiza diz: sai dessa mulherrrrrrrrr
Luiza diz:arruma um novo amorrr
Luiza diz:levanta, sacode a poeira
Luiza diz:e dá a volta por cima!
(...)
Luiza diz:é sempre tempo de renovação!
Luiza diz:alooooooooo ooooooooooo
ELA diz:como renovar se dentro de mim, só tenho ele
Luiza diz:ahahah expulse
Luiza diz:cague-o
Luiza diz:kkkkkkkkkkkk
Luiza diz:kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Luiza diz:vc consegue
Luiza diz:vai doer mas o butuim é elástico
Luiza diz:kkkkkkkkkkkkkk
Luiza diz:tô brincando não...
Luiza diz:é verdade
Luiza diz:é o ciclo da comida
Luiza diz:vc come. é uma delícia. 
Luiza diz:daí vc digere
Luiza diz:e ela PRECISA SE transformar em cocÔ
Luiza diz:vc retém o que foi bom
Luiza diz:e daí expele
Luiza diz:ou melhor
Luiza diz:CAGA
Luiza diz:kkkkkkkkkkkk


Hoje de manhã choveu. Foi bom para passar o mormaço. O clima estava abafado, quase insuportável. 
E eu lembrei que faz tempo que eu não tomo um banho de chuva. 
Pois bem, apesar da TPM, o meu humor está ÓTIMO!
Hoje foi um dia de resoluções e conclusões. 
O Jacir me disse um ditado que eu não conhecia

"A desilusão é a visita da verdade."

E é mesmo. Pois entendi imediatamente o significado do adágio. Sim, a verdade me visitou. Muitas vezes nestes últimos meses. E bem... doeu!
Mas, estou conseguindo aos poucos me reerguer. E vou conseguir!!
A minha casa caiu. Descobri que as minhas muitas certezas eram um castelo de cartas. Como fosse frágil, ele caiu. Como fosse de areia, a onda fez o seu trabalho, e levou.
Daí para quem tinha muitas paixões, fiquei só. Ah ah.

E então, depois de pensar na chuva e em tudo isso, veio ELA falar comigo e sabe aqueles rompantes comparativos que eu tenho? ahaha tive um.

Vi que uma das visitas da verdade serviu como laxante.

Comi, reti os nutrientes e estava presa. O sistema digestivo não funcionava. Daí veio o laxante da verdade e enfim consegui expelir o incômodo. Falando no popular, CAGUEI o dito cujo. E daí estou leve leve...


Em tempo: temos que agradecer pelo alimento então, Obrigada Senhor pelos nutrientes que este alimento me trouxe. Foi amargo que nem jiló. Mas fez bem! Agora posso crescer forte e saudável!
Em tempo  2: Escrevo este relato ao som de Clara Nunes - Guerreira. Para ouvir você pode clicar aqui e escolher a faixa.

guerreira

clara nunes

Composição: João Nogueira / Paulo Cesar Pinheiro

Se vocês querem saber quem eu sou
Eu sou a tal mineira
Filha de Angola, de Ketu e Nagô
Não sou de brincadeira
Canto pelos sete cantos
Não temo quebrantos
Porque eu sou guerreira
Dentro do samba eu nasci,
Me criei, me converti
E ninguém vai tombar a minha bandeira

Bole com samba que eu caio e balanço o balaio no som dos tantãs
Rebolo, que deito e que rolo,
Me embalo e me embolo nos balangandãs
Bambeia de lá que eu bambeio nesse bamboleio
Que eu sou bam-bam-bam
E o samba não tem cambalacho,
Vai de cima embaixo pra quem é seu fã
Eu sambo pela noite inteira,
Até amanhã de manhã
Sou a mineira guerreira,
Filha de Ogum com Iansã

Salve o Nosso Senhor Jesus Cristo, Epa Babá, Oxalá!
Salve São Jorge Guerreiro, Ogum, Ogunhê, meu Pai!
Salve Santa Bárbara, Eparrei, minha mãe Iansã!
Salve São Pedro, Kaô cabecilê, Xangô!
Salve São Sebastião, Okê arô, Oxóssi!
Salve Nossa Senhora da Conceição,otopiabá, Yemanjá!
Salve Nossa Senhora da Glória, oraieiê, Oxum!
Salve Nossa Senhora de Santana, Nanã Burukê, Saluba, vovó!
Salve São Lázaro, atotô, Obaluaiê!
Salve São Bartolomeu, arrobobó, Oxumaré!
Salve o povo da rua, salve as crianças, salve os preto véio;
Pai Antônio, Pai Joaquim de Angola,vovó Maria Conga,saravá!
E salve o rei Nagô!


Moral da história: Um brinde à boa digestão!

terça-feira, 24 de março de 2009

“O Que Passou, (Não) Passou!”[Dri]

Ao entrar no ônibus para a faculdade, tive que fazer uma coisa que odeio: sentar entre dois conhecidos. Como ontem foi dia de Bavice, esse é, normalmente, o principal assunto que permeia as conversas. No meu caso começou de forma tranqüila com um vicitorinha contando que quase teve um infarto por causa da narração do quase gol do Baeaço. Aí começou minha tortura. Tive que aturar ele dizer que “300 torcedores da torcida ‘Invisíveis’ foram mais atitude que toda a torcida do Bahia”. Tive que ouvir, calada, ele comparar o campeonato baiano desse ano com o do ano passado: “nós perdemos a maioria dos Bavi (ces), mas quem levou a taça? Problema se vocês têm duas estrelas, nenhum de vocês eram nascidos! E aí os sofredores ‘piu’!”

Piu uma porra!

Quer dizer que o passado de um time é deixado de lado quando ele está numa fase ruim? Qual o prazo? Não nos apaixonamos por um momento do time, e sim, por tudo o que ele é e por tudo o que FOI! Se fosse assim só existiriam vira-folhas. Não somos “fanaticozinhos” como disse meu vice-padrasto, somos apaixonados por uma história, por uma tradição, um time que tomou corpo e ganhou alma. E essa alma somos nós, torcedores do Baeaço, que sabemos que o passado construiu o que somos hoje e é exatamente por causa dele que podemos almejar um futuro brilhante.

terça-feira, 10 de março de 2009

O Início do Fim [Dri]


Começo de vida profissional é bem complicado. A fase de procurar estágios, correr para fazer entrevistas, se arrumar bem bonitinho para passar uma imagem de credibilidade e responsabilidade e, principalmente, se acostumar com os “nãos”. Tenho tentado me acostumar com as várias recusas, mas no final do 3º ano do meu curso de jornalismo, bate um desespero, compreensível, porém inaceitável. Inaceitável porque isso acaba com sua estima e é preciso entender que isso é um treinamento para o campo de batalha que existe depois da faculdade.
No meu atual estágio eu comprei gato por lebre. Entrei por uma coisa e acabei fazendo outra. No início era visível uma certa preocupação com o fato da estagiária de jornalismo estar fazendo o trabalho de um estagiário de administração, mas com o decorrer do tempo mais funções da outra profissão foram dadas a mim. A angústia de ter acreditado em um sonho e vê-lo, hoje, como, simplesmente um sonho, me deixa desanimada demais a ponto de desabafar aqui no blog. (Só para não deixá-los boiando, fui chamada para criar um jornal da Gerência de Varejo dos Correios)
Hoje, depois de não ter passado em mais uma seleção, me vejo a beira de um ataque de nervos, porém com uma certa bagagem para dizer o seguinte: não devemos desistir nunca! Os momentos ruins vão aparecer, e acreditem, estou vivendo o meu agora, mas tudo o que acontece de muito ruim precisa ser visto como uma chuva (como diz meu Xuxu, o Lucas), uma daquelas tempestades chatas que não deixa você sair de casa e te torna mais melancólico do que deveria ficar, sabe como é? Então. Lute, persista e tenha sempre pessoas incríveis do seu lado, aquelas que você ama incondicionalmente, pois são elas que te reerguem, ou melhor, não te deixam cair.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Novidades da Polícia Militar para o Carnaval 2009(2) [Dri]

Fonte:
Site do A Tarde

Polícia vai usar arma que não mata durante Carnaval

A utilização de 200 pistolas elétricas, não-letais, do modelo taser M-26, pela polícia, durante o Carnaval, foi anunciada, na quinta-feira, 12, pelo secretário de Segurança Pública do Estado (SSP), César Nunes, no Hotel Pestana.

Na apresentação do armamento, que contou com a presença do governador Jaques Wagner, o secretário informou que o novo aparato das polícias Civil e Militar será decisivo para a redução de crimes na folia.

“Em 2008 registramos 1.390 ocorrências, o menor índice dos últimos anos. Nossa meta é reduzir este número em 12,5 %”, afirma. Ou seja, a pretensão da SSP é evitar cerca de 174 ocorrências, chegando à marca de 1.216, a um custo aproximado de R$ 120 mil, considerando o valor mínimo da arma, estimado em de R$ 600, de acordo com pesquisa feita por A TARDE.

Para Carlos Alberto Costa Gomes, especialista em Segurança Pública, a arma representa uma evolução do policiamento. “Começamos a pensar em segurança pública no sentido real de sua concepção - proteger a população, reduzindo o poder de execução dos policiais”, opina. Costa Gomes afirma que o uso da taser M-26 apresenta perigos, porém, “são infinitamente menores que o da arma de fogo”.

Ironia – José Nilton Ferreira, pesquisador do Observatório de Segurança Pública da Bahia, explica o funcionamento da taser: “Ela possui um dardo que dispara descargas elétricas de 120 mil volts, que paralisam o corpo por minutos, numa espécie de ataque epiléptico”.

Diferentemente de Costa Gomes, Ferreira enfatiza que a adoção da arma é uma “ironia”. “Os dardos que disparam as descargas custam de R$ 150 a R$ 250. Como vamos repor esta munição, se a polícia sequer tem verba suficiente para encher o tanque de gasolina de seus carros?“, questiona o pesquisador.

Ferreira informa que este tipo de armamento é obsoleto no restante do mundo, sendo indicado “para o tratamento com loucos”. “O Carnaval reúne uma quantidade de gente absurda. Os policiais agem a menos de cinco metros das brigas e assaltos. Esta arma é para ser disparada a uma distância mínima de 15 metros. Quero dizer que seu disparo pode atingir muitos inocentes”, ressalta.

O pesquisador lembra o risco para cardíacos e portadores de marco-passo, se atingidos. “O que precisamos é de policiamento ostensivo e medidas preventivas, como um plano de evacuação de feridos, que não existe”, diz.

Novidades da Polícia Militar para o Carnaval 2009 [Dri]

Fonte:
Site g1.globo.com

Polícia vai usar 'jaulas' para deter infratores no carnaval em Salvador
Celas improvisadas ficarão nas delegacias móveis ao longo dos circuitos.
Diretor da Polícia Metropolitana disse que presos ficarão pouco no local.

Durante o carnaval de Salvador, foliões que cometerem alguma infração ou crime nos circuitos Dodô e Osmar ficarão detidos provisoriamente em ‘jaulas’. Essas celas improvisadas ficarão nas delegacias móveis que serão construídas ao longo dos percursos.
O diretor do Departamento de Polícia Metropolitana, Ruy Pereira da Paz, disse ao G1 que as delegacias móveis não têm estrutura para oferecer um local mais confortável a quem for detido.
“As celas em delegacias tradicionais ficam em um espaço fixo, com barras presas ao teto e ao chão. Como não teremos essa possibilidade nos postos, porque o teto não é de cimento, as celas são como um gradil fechado, para conseguir manter a pessoa retida”, afirmou.
Paz ainda ressaltou que os presos devem ficar pouco tempo nas delegacias móveis até serem levados para as delegacias tradicionais. Em cada cela poderão ser acomodados de três a quatro presos.
“É rápido, mas não tem como precisar porque depende do flagrante. É o tempo que demorar a preparação da documentação, nunca vai passar de algumas horas”, afirmou.

Bendito Carnaval! [Dri]

O carnaval começou. E com ele todos os transtornos típicos de uma cidade que abriga o maior carnaval do mundo. Ontem cometi o erro de ir na Lapa no horário próximo a concentração do trios. No início achei ótimo,pois o shopping estava bem tranqüilo, no entanto, quando saí do shopping dei de cara com a realidade nua e crua(embora crua tinha um cheiro forte de churrasquinho). O engarrafamento começava dentro da estação Lapa, nos pontos dos ônibus, e ia até onde os olhos não alcançavam. Pensei “não chego em casa tão cedo” e respirei fundo depois de dar um piti amaldiçoando o inventor dessa loucura. Quando finalmente meu ônibus chegou ainda tive que pegar esse engarrafamento dentro da Lapa. Fiquei 40 minutos dentro da Lapa e levei uns 30 minutos para sair do caminho dos ônibus que vão para a Centenário. Minha bunda ficou com câimbra umas três vezes, até onde eu lembro. Mudava de posição para dar descanso para uma banda de cada vez. Pelo menos o Vasco da Gama estava livre e pude chegar em casa mais rápido do que imaginei (não foi exatamente rápido, mas eu programei meu psicológico para chegar em casa 00hrs e olhe lá!).
Hoje, vindo para o trabalho, notei outra característica da festa que move milhões (de pessoas e de reais): a falta de policiamento. Já reclamei em um post esse problema sério da Polícia Militar. Em grandes eventos eles se poupam única e exclusivamente para o mesmo, esquecendo que a vida não pára. Vou andando para o trabalho e os policiais que sempre vejo fazendo ronda tinham tomado chá de sumiço.
Pelo menos tem um lado bom, os circuitos estão sendo bem cuidados e as pessoas que forem para curtir podem ter o mínimo de segurança.

Bom carnaval para vocês!

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Aniversário[Nanda]

É lá se foi mais um ano e junto com ele as vivências e experiências do Sindlink, para quem ainda não conhece o Sindicato das Línguas do Cão. Isso não significa que a gente fale mal da vida alheia, jamais!!! Só compartilhamos com vocês situações vivenciadas por nós e que podem envolver outrem...

Este grupo já existia, mas criou-se oficialmente ano passado com uma situação inusitada que passamos (você pode conferir a situação no meu primeiro post no blog) e que nos levou a criar o nosso “diário” compartilhado.

Peço desculpas aos leitores assíduos das nossas ironias do destino pelo abandono e falta de interesse com o Sindlink nos últimos tempos. Mas voltaremos este ano com todo gás e como sempre fazemos não vamos deixar escapar nada. Cuidado, você pode ser a próxima vítima do Sindlink, ou melhor, o próximo responsável por um post. É isso mesmo, nada será liberado, deu mancada perto do Sindlink? Já era isso será compartilhado aqui...

Portanto saudações aos membros do Sindlink pelo ano que se completa!!!!E vamo que vamo...a vida não para e o que não falta é assunto para virar post...hehehehe

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

O fantástico show da morte[Dri]

Por Carlos Brickmann em 21/10/2008 (Observatório da Imprensa)


Do lado de dentro do apartamento simples em Santo André, SP, a tragédia: duas meninas ameaçadas por um homem armado, que terminaria por matar uma e ferir a outra. Do lado de fora, a festa da imprensa: repórteres, câmeras, celulares, entrevistas ao vivo com o seqüestrador, que a cada instante se sentia mais poderoso, uma celebridade. E transmissões diretas, que permitiriam que o criminoso acompanhasse, minuto a minuto, as manobras da polícia.

A liberdade de imprensa não pode ser limitada: a Constituição não o permite, e represar informações vai contra o interesse do país. Mas liberdade de expressão não significa, por exemplo, que alguém deva gritar "fogo!" num estádio lotado. E liberdade implica responsabilidade. Quanto mais liberdade, mais responsabilidade. Teremos sido nós, jornalistas, ao elevar a auto-estima do criminoso, ao revelar-lhe a cada momento os planos da polícia, co-responsáveis pelo tiro em Nayara e pela morte de Eloá?

Há quase 60 anos, um filme clássico de Billy Wilder sobre a imprensa, A Montanha dos Sete Abutres, com Kirk Douglas, já narrava como pode ser nocivo o envolvimento dos jornalistas com os acontecimentos. Jornalistas devem reportar, não interferir. E colocando no ar, ao vivo, um maluco homicida armado, a imprensa interferiu nos fatos: transformou-o em famoso, inflou seu ego assassino, ajudou-o a se sentir acima do bem e do mal.

Não há ganho de audiência, nem de circulação, que valha a vida de Eloá.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

"Quer meu celular,véi? Pode levar!"[Dri]

Fui assaltada. Chocante falando assim de sopetão né? Mas hoje em dia parece tão normal, ficou tão banal. Voltando, eu fui assaltada saindo do trabalho com uma colega. Levaram nossos celulares, o cara estava armado, não passou nenhuma viatura, e quando liguei para a polícia, ainda tive que ouvir da atendente que isso era cada vez mais comum. Coisas que acontecem todo dia e acabam virando estatística. Não registrei boletim de ocorrência por que...bom...vamos combinar: não adianta.
O que me revoltou mesmo foi que a mãe dessa minha colega, encontrou no mesmo dia um comandante da Polícia Militar e perguntou por que não tinha nenhum policiamento na rua e ele explicou: “Todos tinham trabalhado nas eleições e estavam descansando”. Nas entrelinhas: Acabaram as eleições, não tenho muito mais o que mostrar então que se dane a população.

Aonde vamos parar? Vamos continuar tendo a opinião de que compramos o celular para o ladrão levar? De que não podemos ter celulares relativamente bons, por que vamos ser assaltados? Difícil viver em uma sociedade onde a segurança foi banalizada.

É preciso saber direito em quem votar. Se bem que existe um bom candidato para votar, ou temos que escolher o “menos pior”? Estamos próximo ao caos. Quando chegarmos lá, estaremos comprando celular para o ladrão no nosso cartão.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O 3º é sempre o que dá sorte! [Dri]

Quando Lucas, meu namorado, me chamou para ir na roça do avô dele, resisti a princípio. Primeiro por que estávamos brigados e segundo por que tinha recebido uma proposta quase irrecusável de ir ver o Psirico no Wet. Fui. Encaramos algumas horas de viagem e mais outras horas de engarrafamento por causa de um acidente. Fiquei com fama de pé frio, mas esse detalhe não é preciso ficar comentando. Quando chegamos, S. Natalício (avô) e sua esposa, D. Carmelita nos receberam muito bem, cheios de sorrisos e de “fiquem à vontade”.

No sábado de noite, S. Natalício ficou muito quieto, reflexo de uma depressão da qual estava saindo. No domingo de manhã começamos a conversar. Uma conversa tímida das duas partes mas que foi ficando à vontade aos poucos, entre risos e a descrição da “maior fazenda da Bahia”. Fui me encantando com aquele senhor bem arrumado, vistoso, com os cabelos brancos e um bigode bem fininho branco também. Pegamos o carro e fomos conhecer a fazenda de S. Natalício. Passávamos por várias fazendas e ele dizia “era tudo meu, mas pra quê isso tudo pra mim?dei tudo!” e ria. Quando chegamos lá eu estava sem graça, Lucas pegou minha mão e foi me mostrando toda a roça. S. Natalício logo em seguida pegou uma penca de chaves e foi me mostrando cada cômodo da casa. Me mostrou o avião que não passava de uma bicicleta em excelente estado, me mostrou sua sala de ferramentas e um baú cheio de cachaça. Lucas simulou uma cena de ciúmes e disse nunca ter visto aquele baú. Conversamos, S. Natal me ofereceu banana maçã enquanto enchia o saco da esposa perguntando “já pegou o milho da menina?não esquece do milho da menina!”, até que se estressou e foi pegar ele mesmo. Ele me falava da casa, dizia para eu contar da casa para minha mãe, me ofereceu a cama dele, que era um pedaço de madeira com um papelão por cima, para que eu sentasse e assim fui me sentindo em casa, fui me aproximando da minha casa na Itaboraí onde cresci com meu avô.

Voltamos, almoçamos e D. Carmelita disse para Lucas: “Gostei dela, ela não tem essas fidalguias. É boa de garfo!”. Comi o maravilhoso pudim de aipim feito por ela e saí de lá com pelo 10 quilos a mais! Quando estávamos indo embora, Eu abracei D. Carmelita, ela disse que tinha gostado muito de mim e eu disse que sentia o mesmo. Abracei S. Natalício, ele deu um abraço forte e quando fui sair, ele segurou minha cintura bem próximo dele e disse “não traga sua mãe não!vai ser muito cansativo pra você!coloca ela no carro!”, dei uma gargalhada, ele sorriu e se estabeleceu ali uma corrente, não sei ao certo de quê, mas me senti tão ligada a ele como se fosse realmente sua neta.

Logo em seguida conheci D. Maria. Se pudesse descrevê-la, diria: ela tem o sorriso mais bonito que eu já vi na vida! Abraçou Lucas, e olhava para ele com os olhos brilhando. Ela nos abençoou e disse “não vai enrolar né?! É pra dar um jeito na vida agora né?!”. Ela sentou com a gente e contava os “causos” rindo com uma gargalhada gostosa demais. Eu não entendia nada mas ria daquela gargalhada que saía por todos os poros, uma gargalhada que vinha da alma.
Quando chegamos em Salvador, minha sogra disse “todo mundo gostou de você!pensei que o papai não ia te largar” e Lucas completou “desde que meu avô entrou em depressão, nunca vi ele sorrindo daquele jeito”. A vida em certos momentos é tão misteriosa e maravilhosa ao mesmo tempo. Eu, que estava cabisbaixa e tive trilhares de pessoas me dando força, não consegui me sentir tão bem como me senti com gente que nunca tinha visto na vida. D. Maria com aquele jeito me fez ver o quanto se tem valor mesmo depois do passar dos anos, o quanto podemos ser admirados e respeitados sem ter um corpo perfeito e um rosto sem rugas. S. Natalício, ah, ele me levou até minha infância quando meu avô fazia tudo para mim. Lembrei do meu velho e do seu cuidado comigo. Fui na roça e ganhei um avô de quebra, mas não um avô qualquer, ganhei S. Natalício que tem a maior fazenda da Bahia, um avião e uma cama elegantérrima de madeira maciça. O que ele ganhou? Uma neta babona que não vê a hora de voltar. Uma neta que quando dormiu, agradeceu a Deus por ter sido tão bom, que mesmo depois de ter lhe tirado os dois avôs, lhe deu um 3º tão maravilhoso quanto os outros.

Entre chifrudas e ex-namoradas, salva-se quem tem vergonha na cara. [Dri]

Já escrevi sobre algumas coisas que aconteceram comigo, e juro para vocês que não queria ter que escrever sobre isso,mas...lá vai: descobri, há pouco tempo, que eu sou corna. Sensação indescritível. Talvez eu conseguisse passar bem se não fossem os comentários de um grande amigo meu e uma ligação com alguém nada nada convencional.

Quero falar duas coisas. A primeira é sobre o comentário desse grande amigo meu que disse o seguinte: “Pelo que me disseram dela, ela consegue o que quer...ela é toda ão, até eu fiquei com vontade de conhecer!”. Comentário impróprio, mas que me fez despertar para uma coisa: quer dizer que todo mulherão consegue o que quer? Se a Scheila Carvalho pode, porque a Gisele Bundchen (não sei como escreve isso!) não pode? Só por que é magra? Quem definiu que mulher bonita é mulher toda ão? Eu já estava com a auto- estima lá embaixo, isso me fez ficar mais baixa que o chão. Eu que levei tanto tempo para conseguir ver beleza na minha magreza, que levei tanto para me dar valor, perdi isso em questão de minutos. Que padrão de beleza é esse preso à essas convenções de mulher cheia de carne? Quantas vezes você não já ouviu algum infeliz dizer “é feia de cara, mas é boa de bunda”? E se eu não tiver bunda? E se eu for magérrima? Minha elegância não anula isso? Repare quando passamos na frente de um espelho como nos olhamos. Ajeitamos o cabelo e ficamos de lado para ver o quê? Para ver se a bunda está no lugar. E daí que ela é ão e eu sou inha. Existem coisas que só eu posso fazer. Já pararam para imaginar isso? Tenho uma prima que não obedece a nenhum padrão de beleza, mas é linda demais. Aprendi com ela a me dar valor, a me cuidar e a ser única apesar das diferenças. Somos todas mulheres, belas, guerreiras e o que devia pesar não é a bunda, e sim, o conjunto, dentro e fora. Sou “slim” sim, mas não é isso que me torna especial. Não é o fato de ser gorda ou magra, baixa ou altíssima. O que nos torna especial é o fato de sermos únicas.

A segunda coisa é sobre o que minha avó sempre me disse: não faça com os outros o que você não quer que seja feito com você. O que me consola quando me sacaneiam hoje em dia, é que o mundo dá voltas. Gente, é preciso o mínimo de caráter para se viver bem. E é preciso muita coragem para se admitir um erro e pedir desculpas por ele. Assim o fez quem me magoou. Teve dignidade o suficiente para me pedir desculpas e não teve medo de mostrar a cara para conversarmos pessoalmente. Acho que pelo fato de termos nos aproximado, acabamos tendo consideração uma pela outra o que prova um pouco de verdade em uma amizade julgada tão esquisita, entre atual e ex. Fico feliz que em tão pouco tempo, eu possa ter encontrado não uma amiga, e sim, uma pessoa merecedora de respeito, tão difícil nos dias de hoje. Que se cometam erros, todos nós somos passíveis deles, mas que saibamos reconhecê-los, admiti-los e pedir desculpas por eles. Você não perde a língua, pode perder um dente dependendo do que você fez, mas o fato é que você passa a ser uma pessoa melhor para você mesmo, que é muito mais importante do que ser melhor para os outros.

Cuidado com o movimento da terra, ele é cruel em certos pontos. E às vezes, mesmo que tenha se redimido do que fez, pagamos um preço alto por só pensarmos em nós mesmos. Digo tudo isso com conhecimento de causa. Se sou vítima hoje, é por que fui vilã um dia.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Ode à tolerância ou das 5 coisas que não gosto mas tenho que conviver [ Galuiza ]


Este texto é uma resposta ao desafio da Suh Gomes, participante da plataforma virtual em que eu trabalho(sim, logo mais dou mais detalhes!). Tô sumida daqui mas, de antemão quero dizer a Dri-k. Que lindos textos amigaaaaaaaaaaaa! Perfeitos, depois comento neles rsrs. Sem mais delongas, lá vai o desafio.



1 Tenho que conviver com a violência. Tomei pavor!! Mas pavor mesmo! Parei de assistir TV por causa da violência. Espremeu o noticiário sai sangue. Então, sou assim: falou de morte perto de mim, tampo o ouvido. Tá, pode me chamar de Alice, mas que mal tem querer um mundo de maravilhas? Eu quero. Sonhadora sim, mas não a única. John Lennon também era.

2 Tenho que conviver com passarelas e pontes. Medo extremo, absoluto e inexplicável. E não é de altura. E pra variar, ao ir pra casa, PRECISO atravessar uma passarela. Que tem buracos no concreto e dá pra ver a pista lá embaixo. Ó céus.

3 Tenho que conviver com ônibus lotado. Pô, nada pior! De manhã cedo, você toma banho, tá cheirosa e daí vem aquele sayadin do inferno todo suado e encosta. Haja perfume! Ônibus é tortura. Ainda bem que meu lado masoquista está em ordem. Aprendi a ver o prazer da viagem e pronto, é isso que levo: as histórias que me rendem altas gargalhadas. Afinal, tudo de engraçado acontece no ônibus em que estou. Parece brincadeira. Ou arte de um duende travesso, só pra me ver rir.

4 Tenho que conviver com gente sem noção. Moro em uma travessa, minha casa é a penúltima. Janela de frente pra rua. Computador fica na sala, próximo à janela. É ou não cenário perfeito para um sem-noção? E então eles chegam, - sim, são vários -, chamam mainha e ficam bisbilhotando as minhas conversas no msn. Pô, não, eu não estou falando nenhum segredo de estado mas se tem algo que prezo é a minha privacidade. Quem não?
Decidido. Vou dar um gato a cada um dos meus vizinhos. Com sete vidas, eles não vão ter tempo para cuidar da minha né? E quem me dera isso fosse só com eles. Na verdade o tópico refere-se a pessoas invasoras da privacidade alheia. Tem coisa mais irritante? Aquela que fica atrás corujando, lendo o que você digita. Dá vontade de gritar no ouvido: cuida de sua vidaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa! Mas mocinhas tem que manter a boa educação né? Mas que dá vontade de descer do scarpin nestas horas ah dá.

5 Tenho que conviver com gente sem noção 2 - Sabe aqueles que tem gafe no sobrenome? Que perguntam ao esposo mais velho se a mulher é filha e a uma gorda se ela está grávida, que pedem a última - e a mais gostosa - mordida do teu sanduiche, que aceitam aquele chocolate único que você ofereceu por educação com cara de quem não quer oferecer. Ah vai, todo mundo comete uma gafe. Quem nunca o fez, ou não viveu, ou é o Forest Gump. Já cometi inúmeras. A elegância está em como sair delas. Nem sempre é possível, mas eu gosto do bom humor. É indispensável nestas horas. Quem nunca foi chato que atire a primeira pedra.

6 Ah Suh, sei que você disse 5, mas esta vai por minha conta rsrs. Desgosto de pessoas hipócritas. Sabe aqueles que Pessoa chamou de semideuses? Daqueles que nunca levaram porrada na vida, daqueles do poema abaixo. É. Como Bandeira, estou farta de semideuses.




Poema em linha reta
Fernando Pessoa


Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó principes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Mulher, uma questão de gênero [ Galuiza ]

Dia após dia, escutamos piadinhas infames e machistas: "Pilota fogão", "Amélia", "Que bunda", "Tem um cargo melhor porque é gostosa" etc... e isto desencadeia - pelo menos em mim - uma reflexão. E então, dia destes estava pensando no que é ser mulher e o papel social que este gênero representa e sobre machismo e sobre a guerra de sexos e sobre tudo isso. Se querem saber não cheguei a conclusão nenhuma e por isso a demora da postagem do desafio da Márcia. Mas enfim, lá vou eu...

Dia destes, atrapalhada com este teclado maluco - ele come letras e quase tenho que espancá-lo para sair algumas - , o Leonardo solta a pérola: "é porque não tem seis bocas". Ô raiva! O sapo desceu pela goela com as pernas abertas. Acreditem, não foi bom. Ainda bem que a boca não acompanha o pensamento... senão...

Esta foi só uma das últimas. Fosse eu uma bomba, teria já explodido com tanta infâmia, que não é dele, é da sociedade em geral. O humor é válido mas é ofensivo vez ou outra, principalmente quando se vai buscar o sentido que estas meras palavras tem.

Pra encurtar conversa, vamos às minhas modestas conclusões:

Não adianta. Mulher é carente e por mais que diga que não, adora carinho e se sentir protegida e segura e amada e gostosa e etc. (e neste etc cabe tanta coisa...)

Não importa quantos sutiãs queimem, mulher é mulher. Nunca vai ser igual ao homem. E quem quer na verdade ser igual? Ser igual é chato. Antes ser um lago misterioso e denso. Um rio de águas caudalosas e revigorantes.

Nascemos com a marca. A fenda. E de certa forma, estaremos sempre sós, de um jeito que nenhum homem pode entender. E por isso somos confusas e confundimos. Elisa Lucinda disse que "...há que se ter cautela com esta gente que menstrua...". Verdade.

Então Gal, você está afirmando a fragilidade da muher, concordando com eles? NÃOOOOOOOOOOOO, responderei. Calma desavisado, este não é um ode à superioridde masculina.

À luz de minhas pequenas indagações, defendo a igualdade entre os sexos. Mas igualdade de direito. A modernidade nos mostra que quem disse que frescura ou vaidade é "coisa de mulher" tá enganado. Lá em casa, quem varre é meu irmão, não eu. Aliás ele passa a roupa dele. E não, ele não é gay.

A culpa da sociedade machista é nossa! Sim meninas, nossa! Afinal, quem de fato educa os filhos e filhas?
Nós vamos reproduzindo os velhos discursos e os elos sórdidos vão se mantendo. E se mantendo. E se manterão.
Até que as mães se conscientizem que sim, a filha pode namorar vários sem ser nigrinha, que pode chegar tarde sem ter ido pro motel, que pode ser caminhoneira sem necessariamente ser lésbica, que pode ter força e ser fisioculturista. Que pode enfim ser tudo o que quiser ser, porque mais que mulher é um ser humano de possibilidades infinitas!
E é assim que gosto de ser vista principal e antes de tudo como um ser humano. Sou frágil sim. E a minha força está aí. Na fragilidade.


EM TEMPO: Este é um texto decididamente confuso. As mulheres são. Porque meu texto ia ser diferente? Um observador mais atento perceberá os meandros que o texto se propõe a mostrar mas nunca esgotar a discussão.
Márcia, gostei do tema, desculpa a demora menina! E não citei a política pois este já estava confuso por demais!

MORAL DA HISTÓRIA: Preciso escrever um novo texto sobre isso. Mais claro e conciso. Um dia quem sabe...